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TUB, água e recolha de lixo mais caros a partir de Janeiro

Os tarifários dos Transportes Urbanos de Braga e da recolha do lixo vão aumentar já a partir do próximo dia 1 de Janeiro, revelou ontem o presidente da autarquia.

N/D
24 Dez 2004

Segundo Mesquita Machado, o preço da água também vai subir em 2,75 por cento, acompanhando a taxa de inflação do país.
Na habitual conferência de imprensa a seguir à reunião do executivo, o edil sublinhou que não se tratam de aumentos, mas sim de actualizações das tarifas, tal como acontece todos os anos.

No caso concreto dos TUB, Mesquita Machado disse que os «tarifários vão ser actualizados em 2,75 por cento, que foi o valor da inflação deste ano». A isto acresce ainda um aumento de 1,75 por cento «para fazer face ao aumento do gasóleo».

«Os transportes sofreram todos um aumento extraordinário em Outubro e os Transportes Urbanos de Braga não aumentaram nesse mês, ao contrário do que aconteceu em todo o país.

Aguentámos estes três meses e conseguimos fazer um aumento extraordinário agora em Dezembro, que é de 1,75 por cento, que é inferior àquele que o Governo autorizou aos transportes e que ele praticou nas próprias empresas que gere», justificou.

O autarca realçou que, para se determinar este aumento inferior ao valor autorizado pelo Governo em Outubro, a Câmara de Braga teve de aumentar o valor do contrato-programa que estabelece regras de indemnização aos TUB, «porque eles não fazem milagres».

Assim, em 2005, os Transportes Urbanos de Braga vão receber, relativamente às indemnizações compensatórias, 2.187.793 euros.

«O combustível aumenta e se a câmara não aumentasse o contrato-programa, obviamente que, em vez de 1,75 por cento, teria que ir para valores semelhantes àqueles que o Governo aplicou em Outubro», disse.

Em relação ao preço da água, Mesquita Machado revelou que a partir de 1 de Janeiro, ele também será actualizado em 2,75 por cento, «o que significa que as pessoas vão pagar o mesmo valor». O que vai ficar mais caro é a taxa de recolha do lixo. Esta taxa, explicou, «não cobre ainda os custos desse serviço».

«E, nós, todos os anos, temos vindo a aumentar a taxa da recolha do lixo, com um valor ligeiro acima da inflação», que este ano será de 0,25 por cento a somar aos 2,75 por cento.

Para além destas actualizações e aumentos, o executivo municipal também aprovou ontem os documentos de gestão dos TUB e da AGERE.

«O da AGERE é extremamente importante porque nele fica estabelecida a conclusão das obras de saneamento básico para 2005. Portanto, estão lá contidas todas as obras que se vão realizar no próximo ano», disse.

Segundo Mesquita Machado, actualmente, a taxa de cobertura do concelho é de 85 por cento, «que é extremamente boa e das mais elevadas, senão a mais elevada, desta região». «Mas, nós não descansamos enquanto não atingirmos o objectivo final que é colmatar a cem por cento essas mesmas carências e penso que o iremos conseguir no ano de 2005», acrescentou.

O executivo aprovou, por outro lado, a execução de obras em freguesias, nomeadamente, a edificação de um jardim de infância em Lamas e a construção de um polidesportivo e balneários em Panoias.

Mesquita reafirma urgência da regionalização

Nova organização autárquica foi perda de tempo

O presidente da Câmara de Braga considerou ontem que a criação das Juntas Metropolitanas e das Comunidades Urbanas foi uma perda de tempo que custou dinheiro ao país.

Segundo Mesquita Machado, a regionalização é uma prioridade para Portugal que já deveria ter sido concretizada há muito tempo.

Para o autarca, a nova organização autárquica que este Governo implementou, como sendo o modelo descentralizador para o país, tem três grandes fragilidades.

Desde logo, as pessoas não são eleitas pelos cidadãos que representam, depois estes órgãos não têm competências próprias, vivendo de contratos e da boa vontade da Administração Central, e, por fim, a representatividade não é proporcional ao número de cidadãos que cada um representa.

«Não tenho dúvidas que a alternativa a este modelo é a regionalização e espero que se avance muito rapidamente para a regionalização porque é a única maneira deste país poupar dinheiro», sublinhou.

Na opinião de Mesquita Machado, o modelo centralista que temos em Portugal faz com que os governantes não consigam gerir em condições os seus ministérios, dada a dimensão que eles têm.

«Por mais competentes que sejam, ninguém consegue dirigir bem um ministério com cinco, seis, sete, oito ou dez mil funcionários. É humanamente impossível. E, obviamente que isso leva a que haja desperdício», sustentou.

No caso de se avançar para a regionalização, o autarca acredita que deixará de existir esses «ministérios monstros», que começam no Terreiro do Paço e ninguém sabe onde acabam, e parte dos poderes da Administração Central serão exercidos pelos poderes regionais, «com muito mais eficácia, poupança que irá resultar numa diminuição da despesa pública».

Instigado pelos jornalistas a fazer um balanço do ano prestes a terminar, Mesquita Machado lembrou que ainda falta uma semana para que 2004 chegue ao fim e, até lá, há necessidade de continuar a trabalhar no sentido de minorar os efeitos negativos de uma conjuntura económica desfavorável.

«Nós, num balanço global, não fomos tão atingidos mercê da dinâmica que a câmara impôs à sua gestão», disse, acrescentando que não houve quebras nem no investimento nem nas actividades. «Tivemos alguma quebra nalgumas receitas», afirmou.

Por fim, Mesquita Machado transmitiu a todos os bracarenses os votos de um excelente Natal e que 2005 seja o ano da concretização de todos os seus sonhos.




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