Fotografia:
Nótulas soltas da minha agenda

1Passei um dia destes em Ponte de Lima, à noite. Fiquei deslumbrado com a iluminação natalícia. Vale a pena ver esta magnífica vila minhota à noite e agora. Além disso, há sempre o “rei dos pratos regionais”: o famoso, saboroso e excelente “arroz de sarrabulho”, que deve ser prato do Céu!

N/D
20 Dez 2004

2. E já que estou virado para o Natal, Viseu, onde estive há oito dias, a convite do Governador Civil para o encerramento dos 10 anos do Ano Internacional da Família, aquela cidade também merece uma referência muito especial.
As iluminações das ruas são magníficas. E por todo o lado há presépios. De facto, Natal sem o presépio, não é Natal! Devo referir a imaginativa representação que está à entrada do Governo Civil. Sóbrio e arrojado. Bonito!

3. E depois, para não sair do Natal, há a publicidade que nos afoga!

E que desvirtua totalmente o espírito que deveria vingar nestas época: alegria, paz, tranquilidade, um olhar para as pobrezas e, sobretudo, pensarmos que o Natal é sempre hoje, na sucessão dos “hoje”: o Menino nasce sempre que o nosso coração se abre, como gruta pobre, mas acolhedora, para O receber.

A publicidade que nos convida (e obriga!) ao consumo desmedido centra-nos nos bens e descentra-nos do Bem! Não é este o verdadeiro Natal, pois não?

4. Paulatinamente, sem se dar conta, vai-se retirando o Menino e o presépio das ruas e das casas.

Como é já comum ver-se o “Pai Natal” tentando subir pelas fachadas das casas!… às vezes até muitos! E que lugar para o Menino? Já nem as canções de Natal falam d`Ele. Muitos “Merry Christmas”! Muitos.

Mas poucas referências ao Natal do Menino Jesus. E o pior é que todos embarcamos na “coisa”! Quantos de nós enviamos cartões de Boas Festas pagãos?

5. Como estas são as últimas NÓTULAS antes do Natal, não posso, não quero nem devo deixar de agradecer a todos os leitores que, de um modo ou de outro, me têm apoiado: uns achando que é por aqui que devo continuar; outros aconselhando-me a melhorar ou a rever alguns pontos de vista.

A todos desejo um Santo Natal com o Menino como centro nas preocupações, ocupações, distracções ou até… omissões da nossa vida, de onde às vezes foi afastado!

6. E deixo uma passagem do “Primeiro Sermão do Natal do Senhor” de S. Leão Magno, (séc.V) que mantém toda a actualidade:

“Nasceu hoje, caríssimos Irmãos, o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não fica bem dar lugar à tristeza no dia em que nasce a vida; a qual, destruindo o temor da morte, nos enche com o gozo da eternidade prometida.

Ninguém é excluído da participação deste gozo; é comum a todos a mesma razão de prazer, porque Nosso Senhor, destruidor do pecado e da morte, como a ninguém encontrou isento de culpa, assim a todos veio livrar.

Exulte o santo, porque está perto da palma; goze o pecador, que é convidado ao perdão; anime-se o gentio, pois é chamado para a vida.”




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