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Cristofobia

E se for esta “cristofobia” o motivo profundo da repulsa que em nós desperta, sempre que ouvimos um americano dizer “Deus abençoe a América”?…

N/D
20 Dez 2004

A Europa sofre de “cristofobia” e contagia a América com esta doença.
Esta análise do nosso continente foi traçada pelo teólogo americano George Weigel, numa conferência proferida recentemente na Universidade Pontifícia Gregoriana.

O biógrafo de Karol Wojtyla apontou as “diferenças dramáticas entre os EUA e a Europa, no campo da fé e prática religiosa”.

Reflexões interessantes, até porque na Europa facilmente se critica a América, frequentemente com base numa imagem deformada, fruto de simplificações e até ignorância, ou mesmo complexos, mas raramente temos oportunidade de sermos confrontados com a imagem que de nós, europeus, têm os americanos.

As reflexões de George Weigel têm um interesse particular, pois vêm de um católico, alguém que se identifica com a linha doutrinal da Igreja, para quem o pensamento de João Paulo II tem um papel decisivo a desempenhar no mundo, actualmente e no futuro próximo.

Na opinião de Weigel, “a alta cultura europeia é caracterizada por cristofobia, facto que se reflecte também na América”.

O teólogo americano vê uma relação entre a discussão sobre a inclusão de uma referência à tradição cristã do continente no Tratado Constitucional da União Europeia e a imagem dos americanos na Europa, apresentados nos media europeus como “fanáticos religiosos que disparam sobre o mundo”.

Segundo Weigel, isto tem igualmente uma relação com aquilo que identifica como “suicídio demográfico”, ou seja a queda do índice de nascimentos na Europa.

“Esta crise moral explica porque razão os europeus decidem esquecer a sua história e abandonam o trabalho difícil e a política demográfica, apostando abertamente numa falsa segurança interna que lhes dá a burocracia e numa duvidosa segurança internacional, que lhes seria garantida pelas nações Unidas” – sublinha o biógrafo de João Paulo II.

Habituados a criticar os EUA e olhar os americanos como gente superficial e ignorante das realidades europeias, dificilmente imaginamos que tenham algo a ensinar-nos, seja em termos de reflexão intelectual, seja nas questões da fé.

E se for esta “cristofobia” o motivo profundo da repulsa que em nós desperta, sempre que ouvimos um americano dizer “Deus abençoe a América”?…




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