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Alegrai-vos!

Os cristãos, no passado Domingo, celebraram o Domingo da Alegria, ou como se diz em Liturgia – o Domingo Gaudete.

N/D
18 Dez 2004

Este ano, não se escutou, devido ao ciclo litúrgico, a carta de S. Paulo aos cristãos de Filipos, onde o Apóstolo dos Gentios diz, com toda a convicção: «Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos! Que a vossa bondade seja conhecida por todos. O Senhor está próximo». (Filipenses 4, 4-5).
Na verdade, esta é uma das tónicas essenciais da vida cristã: a alegria. Os cristãos, pelo seu baptismo, deixaram para trás o mundo da morte, do pecado, da guerra, do ódio e da destruição. Encontraram Cristo, a luz do mundo, que ilumina as suas vidas, desvanecendo os vestígios do homem velho (antes da conversão).

Há, também, quem diga que «um cristão triste é um triste cristão». Esta máxima tem muita razão de ser, pois o cristão é uma pessoa de esperança, de fé e de amor. Nada, nem ninguém, pode vencer a sua alegria, pois «se o Senhor é por nós, quem será contra nós».

Na carta de S. Paulo que citei, o Apóstolo faz um desejo, diria mais, um apelo a que a «bondade seja conhecida». Esta bondade é o amor fraterno entre todos os membros da Igreja, entre as famílias, os vizinhos, os colegas de trabalho. Esta bondade não é a caridadezinha, aquela que se faz para descansar as consciências, mas a bondade que transparece nos nossos actos, gestos e palavras.

É o testemunho, ou o martírio, na verdadeira acepção da palavra.

A melhor maneira de fazer o Natal acontecer, este ano, é através da nossa alegria, como pes-soas novas que procuram sarar as feridas que ainda sangram e fazer ressurgir o fogo da cana que ainda fumega.

Façamo-nos ao largo, lancemos as redes da alegria e contagiemos pelo nosso testemunho este mundo tão carente de paz, esperança e amor.




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