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Outro ponto de vista…

A todos os portugueses que se situam na área do centro e da direita democrática exige-se uma postura de combate

N/D
17 Dez 2004

A decisão do presidente Jorge Sampaio conducente à dissolução da Assembleia da República provocou uma crise política desnecessária, inoportuna e com custos incalculáveis.
Apresentadas que foram as razões que estiveram na base da sua decisão, ficamos na mesma, isto é, foram aspectos de natureza acessória e subjectivos que nortearam a acção do mais alto magistrado da Nação.

Lamentamos e não concordamos com a decisão, apresentando um conjunto de razões objectivas:

– o País dispunha de um Governo com apoio parlamentar inequívoco;

– o Governo, no seu todo, dispunha-se a executar um programa, sufragado popularmente e aprovado em sede própria;

– toda a acção de governação tinha como referência o cumprimento de um mandato de quatro anos;

– e o momento actual da Europa de que fazemos parte não permite experiências; obriga-nos a uma atitude de exigência e de responsabilidade que nos permita fazer face aos desafios imensos que todos os dias se nos colocam.

Contudo, entendeu o mais alto magistrado da Nação de outra forma. Repito, as razões apresentadas não me convenceram.

Depois da decisão da dissolução do Parlamento por parte do Presidente, os Partidos da maioria parlamentar entenderam, e bem, concorrer às próximas eleições legislativas com listas próprias.

Revelando profunda maturidade política e cívica, os líderes da maioria fizeram uma apresentação pública de um acordo pós-eleitoral que anuncia a intenção clara de continuar o que foi interrompido.

De forma clara ficamos a saber que o espaço do centro e da direita tem um projecto para Portugal. Isto deve ser assinalado, louvado mesmo, pelo seu carácter inédito, revelador de uma autenticidade na forma de fazer política.

O outro campo, o da esquerda, representado pelo Partido Socialista, apresenta-se da forma habitual: logo se vê, tudo vamos fazer – não sabem é como!

Se, e espero que não, o Partido Socialista ganhar as eleições, o preço a pagar será de tal monta que prefiro nem pensar nessa longínqua hipótese.

Imagine-se os bloquistas na área da governação! Seria dema-siado mau, seria mesmo tenebroso. Os temas principais de governo seriam as uniões de facto, a liberalização total da droga, a interrupção contínua e permanente da gravidez, a saúde gratuita, o ensino moderno e de borla; enfim, seria um regabofe.

Isto não vai acontecer, não pode acontecer.

Mas, para que tal cenário não se torne uma triste realidade, a todos os portugueses que se situam na área do centro e da direita democrática exige-se uma postura de combate.

Todos os que se identificam com os valores programáticos do PSD ou do CDS/PP não podem e devem ficar em casa, têm de esclarecer todos os outros, utilizando uma simples pedagogia de comparação.

Recordam-se da governação de Guterres?

Recordam-se dos sacrifícios que nos foram exigidos pelos desvarios da governação socialista?

Este é um tempo de combate, por Portugal: eu já fiz a minha opção, vou votar no CDS-Partido Popular, premiando quem fez, fez bem e contribuiu para um Portugal melhor.




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