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Basta de dizer malde Lamaçães!*

A insegurança não volta a Lamaçães, eu diria que ela está em Lamaçães. É o que se pode dizer quando alguns dos próprios Lamacenses, a mando de qualquer força obscura, se servem de um jornal diário da nossa cidade para na última página “vomitarem” um chorrilho de mentiras sobre a sua própria terra.

N/D
17 Dez 2004

Antes de tentar tapar os olhos a quem não está informado sobre o funcionamento das instituições, os habitantes de qualquer freguesia deveriam ter a hombridade de se dirigirem à sede da Junta pedir explicações sobre o andamento de determinados problemas, reclamar (se fosse esse o caso) e dar sugestões, soluções ou opiniões.
A falta de frontalidade, a atitude leviana de um próprio Lamacense que gosta de ver no jornal a sua freguesia pelos piores motivos, só pode ter explicação pela leviandade de quem quer ser alguém e pensa que é brincando com a honorabilidade dos outros que atingirá os seus objectivos.

Esse mesmo senhor que (ab)usou de uma página lida por tantos bracarenses para denegrir a imagem da sua freguesia, nunca se dirigiu à sede da Junta de Freguesia para pedir qualquer informação sobre os assuntos que aborda; disse que «enquanto se toma o café» no Ténis Bar os veículos são assaltados; deu a ideia a quem lê que acontecem todos os dias assaltos em Lamaçães e que isso só o preocupa a ele e não a quem está na Junta.

Pois engana-se e tenta enganar! Se se tivesse dado ao incómodo de ser correcto com quem trabalha, dirigir-se-ia pelo menos uma vez à sua Junta de Freguesia onde ficaria a saber que, em 4 de Março de 2002 (repare que fomos eleitos em finais de 2001), esta instituição enviou um ofício dirigido à GNR de Braga, cujo assunto era «solicitação de policiamento em Lamaçães».

Mas há mais, senhor “Lamacense-preocupado”, após resposta a este ofício e perante a indefinição do patrulhamento por parte dos corpos policiais, en-viámos em 14 de Março de 2002 um ofício para o Governo Civil cujo assunto era a distribuição das áreas de patrulhamento dos referidos corpos policiais.

Quer saber quantos ofícios mais escrevemos para estas instituições? Teremos todo o prazer em lhe mostrar os ofícios quando a nós se dirigir. Não estamos a mentir. Isso sim, seria grave você pedir-nos essas informações e nós não as termos. Temo-las e estão ao seu dispor e de algum amigo seu que também tenha dúvidas.

Caso alguém o tenha informado mal ou não lhe tenha dado toda a informação, fique a saber que as Juntas de Freguesia não têm poderes para distribuir os corpos policiais pelos espaços que devem vigiar – são os Governos Civis.

Devia ter orgulho de ser de Lamaçães… devia prezar o que os outros fazem para que todos os Lamacenses (você incluído!) vivam numa freguesia agradável, conhecida e visitada por muitos forasteiros e que cá chegam elogiando o que por cá se faz.

É verdade: o Ténis Bar é uma obra de que os elementos da actual Junta de Freguesia (e anteriores) têm muito orgulho! Explique de que forma consegue relacionar assaltos a viaturas com a abertura de espaços de lazer (sejam bares, cafés, espaços de desporto ou outros).

Podemos depreender das suas palavras que é apologista de uma freguesia de Lamaçães onde nada se faz, tudo se fecha, nada se desenvolve e onde novos espaços não têm possibilidade de existir.

Pelo menos ficamos a saber o que podemos esperar caso num futuro próximo certas pessoas venham a candidatar-se a certos cargos.

Diz também na sua carta que este espaço, o Ténis Bar, não é uma obra para os habitantes de Lamaçães, mas sim para “os outros”. “Os outros”? O que quer dizer com isso? Curiosa a forma depreciativa como o senhor trata pessoas que não são da nossa freguesia e que, eventualmente, queiram dar-nos o prazer da sua visita.

Mas o mais importante é que se esqueceu que nós atribuímos privilégios para os moradores da freguesia (por exemplo, informe-se e veja como a tabela de preços do aluguer do campo de ténis é mais baixo para quem for de Lamaçães). Que rica oportunidade para não dizer mentiras!

Lamentamos ter que responder a certas cartas-provocações desta forma pública, mas se há algo que muito prezamos é o valor do nosso trabalho e, não abdicando de sermos correctos com quem nos contacta, também não podemos permitir que a freguesia onde vivemos seja enxovalhada em público por quem nada quer fazer senão derrotar e dizer mal.

Um conselho final, se me permite: está provado que há formas correctas de se subir um degrau na vida sem precisar de brincar com a honestidade dos outros. A inveja é feia!

* Resposta à carta de um cidadão de Lamaçães publicada em 14 do corrente mês neste espaço.




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