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Nótulas soltas da minha agenda

1 Causou um “certo” espanto a afirmação que fiz numa conferência, no passado dia 4, comemorativa do Dia Internacional do Voluntariado: «O trabalho voluntário deveria ser dedutível em sede de IRS». Não foi o mais importante que então proferi, mas aceito que não foi o menos irrelevante.

N/D
13 Dez 2004

De facto, se alguém dá dinheiro ou roupas ou móveis ou uma casa, esses bens podem (e devem!) ser valorizados por quem o recebe e do seu valor passar um competente recibo. Este donativo, em dinheiro ou em espécie, é dedutível em IRS ou IRC e até, em algumas circunstâncias, majorado. Pergunto: por que razão o que melhor temos, que é o nosso tempo, tantas vezes gasto futilmente, não há-de ser valorizado? Temos ainda um longo caminho a percorrer na área do voluntariado!
2. Portugal está a viver uma situação bizarra, usando uma expressão de alguém insuspeito, o Dr. Mário Soares.

Penso que se algum dos Reis da Europa tomasse uma atitude como a do nosso Presidente da República, já teria sido destronado! Não sou republicano. Monárquico, tenho cada vez mais dúvidas. Apesar de tudo… Apesar das fragilidades humanas, um Rei, sem cortesãos, seria um pouco melhor. Poderia ser.

3. Li, com o maior interesse (e proveito!), a excelente entrevista que o Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, D. Eugénio Sales, deu ao Diário do Minho (ver edição de 8 de Dezembro).

4. Vamos ter eleições antecipadas. Estaremos nós, os eleitores, conscientemente preparados para fazer uma escolha livre e responsável?

Há questões fundamentais que deveriam merecer um tratamento claro e sem deixar dúvidas sobre projectos de governação. Deixo alguns pontos que, em meu entender, devem estar naquelas preocupações: direito à vida – que projectos para a promover, apoios e defesa desde a concepção? Cuidados paliativos na fase terminal da vida – que perspectivas na sua implementação generalizada a todo o país?

Defesa da Família, tendo por base o casamento, a sua estabilidade e a heterossexualidade – que pensam os candidatos a deputados; o que irá estar escrito para ser aplicado nos projectos de Governo? Escola livre e plural, em que o ensino público e privado coexistam, não como inimigos mas como propostas de uma sociedade plural, democrática e livre? Como encaram os candidatos a decisores políticos o problema grave e real do desemprego?

Quantas mais questões são igualmente importantes e cujo conhecimento por parte dos eleitores é vital para que, como disse, possa haver uma escolha livre e responsável!

O tempo que vivemos não nos deve permitir andar às cegas. A Democracia vive-se pela qualidade rigorosa da informação que é proposta aos cidadãos. Só assim há liberdade!

A escolha exige conhecimento.




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