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Em busca de brinquedos éticos

Com a aproximação de um maior frenesim de compras – particularmente de prendas, presentes e afins por ocasião do Natal – a “Associação para a defesa do consumidor” (Deco) apresentou uma lista de dezassete brinquedos perigosos, dos quarenta e um analisados.

N/D
6 Dez 2004

Os riscos têm a ver com substâncias perigosas (tintas e outros materiais), pequenas peças que se soltam e ainda a possibilidade de esmagarem ou entalarem os dedos… das crianças. Os brinquedos chumbados percorrem algumas das marcas mais populares e os motivos mais atractivos… de momento.
Desde logo esta lista de inseguranças criou algumas observações por parte dos vendedores, pois é nesta época que o negócio é mais propício e qualquer denúncia pode estragar a venda. Por seu turno, os compradores devem ser avisados dos riscos, tendo em conta a segurança e não o que mais brilha aos olhos das crianças.

Este sector – como tantos outros na nossa sociedade de consumo – vai fervilhando com a proximidade ao Natal. Bastará entrar numa grande superfície comercial e logo constataremos a panóplia de propostas. Há casos em que, à entrada desses espaços comerciais, somos logo assaltados por “almas benfazejas”, que nos solicitam a generosidade para instituições de solidariedade e para campanhas em favor de crianças ainda mais desfavorecidas… Isto é como dar com uma mão tirando da outra!…

Já lá vai o tempo do brinquedo inventado pela criança. Agora tudo está preparado para a preguiça mesmo na hora do lazer. As modas são ritmadas pelas grandes marcas e a infantilização das crianças é levada ao mais baixo nível da condição humana: a necessidade já não espicaça o engenho!

Por seu turno, os adultos perderam a memória dos seus brinquedos: a bola ou a boneca (mesmo de trapo) estão arredadas das situações de faz-de-conta das crianças de antanho. Agora é tudo muito mais virtual, num complexo processo de usa-e-deita-fora! Por este caminho o “museu do brinquedo” – real ou fictício – terá de fixar-se noutras épocas porque os nossos tempos não deixarão grande memória para os vindouros!

Será que, no meio de tantos brinquedos, ainda haverá espaço para as “figuras” mais representativas do presépio? No meio de tanto puritanismo lúdico, o “Menino Jesus” significa qualquer coisa ou tem algum sentido? “Maria” e “José” – quais imagens de mãe e pai ausentes – têm espaço nos brinquedos das crianças da nossa catequese?

Que os brinquedos éticos sejam também educativos, lúdicos e… com a suficiente matiz cristã!




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