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Socialistas ingratos

Quando Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da República, deu a oportunidade a Santana Lopes de chefiar o Governo, muitos foram os socialistas que se mostraram muito zangados com a legítima e lógica decisão.

N/D
4 Dez 2004

Esses, além da manifesta ganância pelo poder, mostraram não ter “dois dedos de testa”. Se naquela altura houvesse eleições, Santana Lopes tinha grandes probabilidades de as ganhar, pois as promessas não cumpridas não lhe poderiam ser atribuídas (nem podem), uma vez que o programa da coligação é para quatro anos e não para dois.
Acresce que o tesouro estava vazio (e está) devido ao despesismo e facilitismo descontrolado dos governos socialistas anteriores e os socialistas só podem distribuir benesses com os cofres cheios.

Além disso, o PS tinha uma chefia enfraquecida devido ao caso Casa Pia. Jorge Sampaio foi muito bom para o PS, evitou que este estivesse arredado do poder mais quatro anos.

Os socialistas devem pois estar-lhe agradecidos. Jorge Sampaio sempre foi mais socialista do que português: cito apenas o seu silêncio cúmplice durante o “pior governo desde D. Maria” (Sousa Franco o disse) e a oposição à referência sobre as raízes cristãs na constituição europeia, sendo presidente de um povo de cristãos.

Agora que as sondagens apontam para uma maioria confortável do PS, é a altura de oferecer aos socialistas a oportunidade de mais um assalto ao “Orçamento”, mesmo correndo o risco de destruir Portugal. Foi assim com Mário Soares que nos deixou nos braços do FMI e com Guterres que nos abandonou depois de nos lançar no pântano…




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