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Erros?…

Para além da língua, é também imperioso defender a nossa história

N/D
3 Dez 2004

Os latinos diziam que «errar é humano», querendo afirmar que é precisa tolerância para o erro do outro, pois ele é natural e habitual ao ser humano. Contudo, o que é demais…
Um dia destes, ao assistir ao noticiário televisivo, escutei um erro de todo o tamanho que quase me colocou boquiaberto. O jornalista, em questão, ao noticiar a morte do médico e presidente honorário do Partido Socialista, Fernando Valle, com a bela idade de 104 anos, dizia que «foi pena ele não ter conseguido chegar à celebração de outro centenário, o da república, no próximo ano de 2005».

Todos nós sabemos, digo eu, que a república foi implantada a 5 de Outubro de 1910, logo, o seu centenário comemora-se em 2010 e não em 2005, ficando aqui a correcção.

Não referiria, talvez, este caso se ele fosse único ou uma excepção, mas a qualidade (ou a falta dela) dos noticiários televisivos chegou a tal ponto que já não sabemos o que é verdade ou suspeição, como se pronunciam as palavras em português, ou o que alguns estrangeirismos querem significar.

É certo que a televisão é uma das maiores invenções da humanidade, que é indiscutível o seu papel de expansão da informação, mas há que haver correcção e correcta transmissão da informação.

Assistimos a tudo nos écrans da TV e parece que ninguém reclama, ninguém protesta, ninguém exige aquilo a que tem direito: a verdade, a informação e a correlativa formação.

Há que defender a língua-mãe, é preciso criar mecanismos de defesa do Português, se não um dia destes já nem sabemos o que falamos.

Por que não criar uma Alta Autoridade para a Defesa da Língua Portuguesa? Um organismo que não fosse mais um, para dar lugar aos amigos do aparelho partidário, mas para promover e defender a pureza da língua portuguesa.

Basta ler os jornais, as revistas, ver os toldes dos estabelecimentos comerciais, para assistirmos à deturpação da língua, da sua conjugação e sintaxe.

Para além da língua, é também imperioso defender a nossa história, dar a conhecer às novas gerações a verdade histórica, sem tendências políticas ou ideológicas, pois é conhecendo a nossa história, aprendendo com a experiência que daí pode ser tirada, que compreendemos o presente e evitamos os mesmos erros no futuro.

Portugal é o que é graças à sua matriz atlântica, latina e cristã. Deixemos de lado os complexos jacobinos e pseudo-laicistas. Unamos esforços e defendamos aquilo que de mais nobre temos: a nossa história e a nossa língua materna.




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