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Vem aí o Natal

A minha ceia de Natal faz-me pensar na ceia de Natal dos mais pobres e dos que são forçados a viver longe da família? Que vou fazer em benefício deles?

N/D
2 Dez 2004

Com o I Domingo do Advento principiou, liturgicamente, o tempo de preparação para o Natal.
Celebrar o Natal é recordar o nascimento de Jesus – Deus feito homem – que veio dar início a um mundo novo baseado no amor, na fraternidade, na paz. No sentido de o ajudar a preparar apresento um conjunto de perguntas que darão motivo a outras tantas reflexões.

O que é o Natal para mim?

Quem é Jesus para mim? Não terei necessidade de O conhecer melhor?

Que Natal quero preparar: o do pai natal ou o do nascimento do Menino Jesus, com toda a lição de humildade, de amor, de desprendimento, de saber ir ao encontro do outro que esse nascimento me dá? O do consumismo egoísta ou o da partilha fraterna?

Que Natal quero ajudar a preparar as pessoas por cuja educação sou responsável ou corresponsável?

Que atenção tenho prestado à presença de Jesus no meio de nós? Reconheço-O nos outros, na sua Palavra, na Eucaristia, nas assembleias cristãs?

O Verbo fez-se carne. Deus fez-se palavra. Na preparação do próximo Natal que importância estou a dar à Palavra de Deus?

Já pensei que o meu Natal não pode ser marcado pelo egoísmo individual ou familiar, mas pela solidariedade?

Que me está a preocupar mais na preparação do próximo Natal? Isso é correcto?

Que significado tem para mim a troca de prendas? Não há aí algo de pagão a eliminar?

Vivo-a como um gesto de amor ou faço dela um acto de exibicionismo?

Quando for comprar as prendas de Natal para os meus filhos ou para os meus netos vou pensar nas prendas dos meninos que não têm pais que lhes dêem prendas ou cujos pais não têm possibilidades para isso?

Sou dos que só sabem dar coisas ou procuro, ao longo do ano, ir-me dando a Jesus, servindo-O na pessoa dos outros?

Que estou decidido a fazer para que os pobres, os doentes, os idosos, os que vivem sós, os que estão longe da família também sintam que há Natal?

Será correcto aproveitar a quadra do Natal para fazer propaganda política mediante a oferta de cabazes de Natal pagos com dinheiros públicos? A prática da Caridade não consiste no serviço desinteressado aos outros?

Já pensei que não é só no Natal que os necessitados precisam de ajuda e que há pobres durante o ano inteiro? Na gestão que faço do meu dinheiro e dos dinheiros da comunidade tenho presentes as necessidades dos pobres da comunidade em que estou inserido?

A minha preparação do Natal inclui o Sacramento da Reconciliação?

Que estou decidido a fazer para que a celebração do Natal seja, realmente, o começo de um mundo novo?

Que gestos de humildade exige de mim a celebração do Natal? Não deverei saber ir ao encontro dos que mais precisam de mim? Não deverei voltar a falar com quem tinha posto de lado?

Na ceia de Natal que programei não haverá coisas que ainda estou a tempo de suprimir? A minha ceia de Natal faz-me pensar na ceia de Natal dos mais pobres e dos que são forçados a viver longe da família? Que vou fazer em benefício deles?




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