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Nótulas soltas da minha agenda

Li, com verdadeiro espanto, a questão que vai ser colocada aos portugueses para ser referendada a “Constituição da Europa”. Os seus autores não querem que os portugueses vão votar, pois não?

N/D
29 Nov 2004

1 Agradeço vivamente as palavras que um leitor me dirigiu, via e-mail, e não mereço. Ainda bem que discorda de mim! Na Igreja, como na vida, os caminhos são muitos. As sensibilidades também. A minha é a que ressalta do que escrevi no DM e que está em consonância com o Magistério da Igreja desde Pio X, passando pelo Concílio Vaticano II, pelo actual Papa e também pelas directivas do nosso Arcebispo Primaz. De qualquer modo, que em tudo Deus seja louvado!

E a música ajuda a elevar-nos. Uma mais. Outra nem por isso!
Por mim prefiro, para rezar e meditar, “coisas” mais adequadas. E na liturgia, tenho saudades do canto gregoriano. Uma questão estética e espiritual. E viva o pluralismo!

2. E, já agora, permitam-me que transcreva a seguinte frase: «Um rito bem efectuado já é uma pregação» (A.G. Martimort, in A Igreja em Oração, Ed. Ora et Labora, Singeverga 1965).

3. O que se tem passado na Ucrânia dá-me que pensar. A Europa, se é que procura existir com alguma influência e unida, tem aqui um bom “laboratório” para levar a paz àquele país, que não tem tradição, próxima nem remota, de viver em liberdade!

4. Li, com verdadeiro espanto, a questão que vai ser colocada aos portugueses para ser referendada a “Constituição da Europa”. Os seus autores não querem que os portugueses vão votar, pois não?

5. Será que se vai fazer justiça no caso da Casa Pia? Os acusados são tratados como figuras notáveis nacionais. Os jornais e, sobretudo, as televisões estão em perfeita “paranóia”. Vi o aparato televisivo na cobertura da chegada e partida dos réus do Tribunal da Boa Hora. Um casamento real não teria muito maior cobertura!

6. O consumo de drogas está há já muitos anos nas escolas. Finalmente tem-se a coragem de o assumir. Saber se é cannabis ou outra qualquer não é o mais relevante.

O importante, de facto, é reconhecer o falhanço na prevenção. Esta tem funcionado aos soluços: “uns anos sim, outros não”. Falta continuidade, persistência e preocupação de envolver todos os agentes educativos: pais, professores, animadores de grupos juvenis, etc.

A prevenção não se pode fazer com dias D, mas tomar o D para pensar que é todos os dias que se deve fazer prevenção, como uma «pedagogia da arte da existência» (Cândido da Agra).




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