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Outro ponto de vista…

Na política como na vida o que parece é! Pode até nem sequer ser, mas temos exemplos variados que confirmam a afirmação.

N/D
26 Nov 2004

Conhecedores desta máxima, alguns poderes procuram confundir as opiniões, nomeadamente com o recurso à publicação de algumas notícias, num tempo que às vezes nos causa estranheza.

Isto a propósito da recente publicação de um relatório sobre o funcionamento da Casa do Gaiato.

Não conheço o seu funcionamento, mas tenho uma certeza: é uma Casa de acolhimento e formação de crianças e jovens desprotegidas que, de forma absolutamente abnegada e generosa, procura dar o melhor a quem nada tem.

Refira-se sem qualquer apoio do Estado, contando apenas com as vontades de alguns que se dedicam aos outros de forma genuína e autêntica.

Sei, por via indirecta, que todos os que necessitam, a todos as portas são abertas.

Não tem listas de espera, eventualmente também não terá as condições ideais de conforto a que a nossa sociedade de consumo está habituada. Mas para uma criança que nada tem, um tecto, uma cama e a atenção de alguém, se calhar, colmata algumas das falhas que foram apontadas.

A Casa do Gaiato que conheço da compra do jornal, vendido por jovens da própria Casa, obriga os seus rapazes a adoptarem regras de comportamento solidário e responsável. A obrigação dos mais velhos protegerem os mais novos, o assumir a dimensão de que sem trabalho não se vai a lado algum, parece-me serem alguns dos aspectos mais positivos desta importante Casa assistencial.

O relatório a que tive acesso pela comunicação social parece mais uma peça de quem não tem consciência de uma realidade que assenta no trabalho voluntário de alguns ao serviço dos outros.

Existirão falhas, seguramente, mas os fins da sua acção são tão meritórios, que o Estado deveria penitenciar-se por ainda permitir que tantos ainda estejam em condições de indigência.

Tentar estabelecer paralelos entre a Casa do Gaiato, obra assistencial de apoio aos mais desfavorecidos, com a Casa Pia, obra do Estado que não cumpriu o seu desiderato, é tentar confundir as coisas.

O que parece, neste caso, não é… E ainda bem!




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