Fotografia:
Educar – a arte por excelência (17)

Estudos críticos concretizados na América e na Europa revelam que os programas e as actividades de estimulação do desenvolvimento social apresentam profundas lacunas.

N/D
26 Nov 2004

Os objectivos não são adequadamente “operacionalizados”, nem sequer norteados por valores consistentes e consentâneos com a natureza humana e as suas primordiais exigências biopsicossociais.

É preciso dar à criança a visão do mundo no qual é convidada a viver, para lhe permitir orientar-se em função de um futuro mais próspero ou de melhor qualidade de vida para si e para os outros.

No âmbito do seu papel de produtor e de consumidor, o homem deve participar democrática, crítica e livremente na vida da colectividade onde está integrado por direito natural.

As relações humanas autênticas exigem uma escola propiciadora da implementação de políticas educativas promotoras da formação integral e harmoniosa da pessoa humana, onde sobressaiam os valores que são o alicerce da personalidade, tais como, a entreajuda, a solidariedade, a cooperação, a lealdade, a dedicação, a justiça, o respeito pela vida e o sentido da dignidade e da responsabilidade.

Nos tempos hodiernos, em que a consciência profissional sofre uma crise muito grave e em que o hábito da mentira falseia tão perigosamente as relações entre as pessoas, é urgente formar a criança na lealdade e na coerência. Só a educação será capaz de restabelecer nos homens relacionamentos sinceros e em conformidade com a verdade, tanto formal, como material.

Os pais (e outros educadores) devem empenhar-se em inculcar nos filhos (ou educandos) uma atitude sólida de rectidão, de franqueza e um sentimento de abominação e de repulsa pela dissimulação e pela hipocrisia.

Ensiná-los a ser verdadeiros na linguagem, fiéis aos compromissos, às promessas e a nunca fazer “batota” no jogo ou em qualquer outra actividade.

Há que fazer-lhes transparecer (e compreender) quanta admiração e respeito merece um “homem seguro”, em que o exemplo de uma lealdade e de uma sinceridade perfeitas no próprio discurso, na conduta e no desempenho profissional proporcione um ambiente de franqueza.

A experiência prova, também, que a criança é capaz de desenvolver e de interiorizar princípios de urbanidade, praticando e assumindo atitudes notáveis de delicadeza e de deferência para com outros.

Incuta-se-lhe, do mesmo modo, o hábito de dizer “obrigado” a quem se ocupa dela.
Nada é tão desagradável e antipático como uma pessoa que não aprecia os serviços recebidos. A gratidão é uma flor delicada do amor e do sentimento de respeito pelos outros.

Além disso, a criança deve desenvolver gestos de prestação de serviços aos outros, de dedicação e de sacrifício por eles e de sentir alegria e satisfação por contribuir para a sua felicidade.

Inculcar e fazer evoluir o sentido da responsabilidade nos educandos é outro grande objectivo da educação e um dever prioritário do educador/formador.




Notícias relacionadas


Scroll Up