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Instalações e utilidade pública

Os meses passam e impõe-se uma pergunta: que utilidade tem um edifício supostamente restaurado para apoio e utilização do cidadão, se permanece fechado?

N/D
24 Nov 2004

Uma coisa é o investimento público, os custos e possível rentabilização; outra bem diferente será a não utilização dos Caminhos de Ferro/Refer em Tadim.

Longe vão os tempos em que as flores constituíam jardins bem cuidados e limpos, mercê da vontade dos zelosos funcionários que ali exerciam a sua actividade. Hoje a evolução e modernização tudo transformou numa onda de progresso visando o bem estar do cidadão cliente, pondo ao seu dispor espaços amplos com WC, sala de espera e demais espaços que, porém, continuam fechados.

Bem ao contrário e desde que se iniciou o ano escolar em Tadim, sabe-se lá porquê, as paredes nos locais de acesso às plataformas começaram a servir de quadro de exercício escolar, os azulejos são retirados, o lixo espalha-se ao longo de todo o espaço envolvente de certa maneira emprestando ao local uma imagem mais conforme com a dos locais onde em vez de relva ou jardim crescem ervas daninhas…

Haverá ainda quem entenda que foi um desperdício de dinheiro público e que bastaria no local um abrigo idêntico aos das paragens dos transportes públicos. Eu penso que ainda bem que a obra existe e que merece ser utilizada e preservada.

Só que se impõe a sua utilidade pública, cujo fim justificou enormes custos; e não é com o edifício fechado que a questão se resolve. Permitam-me sugerir às entidades responsáveis (Refer, Estado e porque não à autarquia) que pensem numa solução capaz de dar utilidade ao serviço público a prestar, que não esqueçam o esforço que foi necessário para a modernização e criem postos de trabalho, permitindo abertura e fecho do edifício no período diurno, garantindo acesso aos WC e sala de espera, limpeza e asseio das instalações e zona envolvente com jardins cuidados, dando ao local a imagem que o investimento e a terra merecem. Se as instalações e o serviço público justificam a sua utilidade e investimento, parece dever conclui-se tal só ser possível com a presença de alguém que fiscalize e proceda à manutenção e limpeza que se impõem.

Talvez que a própria autarquia possa e deva interferir e zelar também por um espaço de serviço público que valoriza a própria terra e, queiramos ou não, é hoje uma realidade. O investimento efectuado e o serviço de utilidade pública a prestar, bem merecem acções de combate aos actos de vandalismo, ao mesmo tempo impedindo o cair no abandono de instalações que constituem uma mais valia.

Fica a sugestão e a lembrança de uma realidade que permanece esquecida, apesar de visível aos olhos dos que por ali passam.




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