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A saúde e o desempenho: porque será?

Não há organizações sem pessoas!…”… Esta é uma das afirmações, entre muitas do Dr. Francisco Moura, Chefe de Repartição do Centro Hospitalar do Alto Minho, num evento técnico-científico para os quadros administrativos dos Serviços de Saúde.

N/D
24 Nov 2004

Digamos que uma organização somente existe quando existe um conjunto de pessoas a comunicar, dispostas a cooperar entre si, com vista a alcançar um objectivo comum.
Podemos então dizer que as organizações são substituídas por pessoas, através de cujo desempenho, que se pretende eficiente e eficaz, elas procuram ver alcançados os seus objectivos organizacionais.

Por outro lado, as organizações são para as pessoas um meio através do qual elas poderão realizar e concretizar diversos objectivos, tais como recompensas, reconhecimento, auto-estima, auto-realização, que apenas com o seus esforço individual e isolado não conseguiram atingir.

A este propósito, Chaster Barnard faz uma interessante distinção entre a eficiência e eficácia quanto aos resultados da interacção entre as pessoas e a organização. Para ele, toda a pessoa precisa de ser eficiente para satisfazer as suas necessidades individuais mediante a sua participação na organização, mas também precisa ser eficaz para atingir os objectivos organizacionais por meio da sua participação.

Por tudo isto, se percebe claramente que as pessoas são, sem dúvida nenhuma, o mais importante recurso organizacional.

Hoje questionamos com grande preocupação na administração pública, quem faz o quê, como, quando e para quê.

Pergunta-se então quem faz o planeamento sério dos recursos humanos, recrutamento de acordo com os mecanismos legais e a selecção dos mesmos sem o timbre do “cunhalismo”.

Medita-se o “quê” em matéria de desempenho de funções e análise da competência comprovada dos cargos. Há quem faça um estardalhaço na sua secção de trabalho para evidenciar junto da hierarquia a penumbra do desconhecimento ou o percurso errático das suas funções.

Se tivermos em conta a apreciação do “como” equiparado a um manual de procedimentos e descrição de tarefas, verificar-se-á um atordoado desconhecimento profissional e sobre a questão do “para quê”, no que concerne ao desempenho, afigura-se-nos de primordial importância, já que a definição de objectivos mensuráveis para os serviços públicos, parece ser factor crítico de sucesso para a qualidade do desempenho, quer, por inerência, para o prestígio e imagem dos trabalhadores dos serviços de saúde e neste caso, na estrutura organizacional hospitalar.

Francisco Moura, desafiou um questionário de reflexão sobre o desempenho quando nos toca na “alma” da nossa auto-formação e habilitação profissional, como por exemplo:

Será que sou a pessoa certa para as tarefas que estou a desempenhar?

Será que faço o melhor que sei e posso para atingir os objectivos propostos?

Será que há objectivos?

Será que os conhecimentos que tenho são suficientes para ter um desempenho eficaz?

Será que estou motivado para atingir os objectivos?

Será que tenho uma chefia digna e habilitada para uma aprendizagem inicial e continua?

Será que procuro de forma continuada a melhorar os meus saberes?

Será que procuro todos os meios propícios ao desenvolvimento na sociedade do conhecimento?

Pois é, todos concordamos que para um desempenho de qualidade é preciso saber e quanto melhor for a pessoa, melhor será o profissional.




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