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Contra a covardia do “politicamente correcto”

Estarreci, quando, há dias, li, num artigo fundamentado, que não levará muitos anos a aceitação da pedofilia como um normal comportamento da actividade sexual.

N/D
21 Nov 2004

Não! Não pasmem. O pudor, a consciência moral, os costumes são cada vez mais considerados para os “bananas”, para os católicos conservadores, para os “anjinhos” que ainda seguem os ditames da consciência, orientados por uma doutrina bimilenária.
Hoje, é politicamente correcto alinhar no desmando, na anormalidade, no vale tudo. Mesmo os que estão contra a maré acovardam-se, não vá ser apontados como intolerantes, como ultrapassados, como da extrema-direita.

Até os padres nos altares têm medo – ou covardia – de afirmar a Boa Nova, de apontar os valores, de falar destes atropelos constantes à Esperança que nos congrega.

É a moda. Calemo-nos, que podemos perder o emprego, a aceitação social, lugares na política e, quem sabe, ser empurrados para as catacumbas do silêncio compulsivo. É que a uns assiste o direito de tudo dizer, porque estamos num País livre; a outros é proibido dizer o que lhes vai na alma, porque é proibido contradizer os arautos da verdade, os democratas da exclusividade.

É proibido dizer que a onda da defesa da homossexualidade e do casamento homossexual resulta de grupos de pressão que têm, na esquerda actual – que já não sabe apostar no social, mas sim nas extremas roturas do tecido social – os maiores aliados. É proibido dizer que a homossexualidade (melhor se diria a “ho-moanalidade”) é anormal (apesar da igual dignidade e direitos dos que a sofrem), porque, além de antinatural, não é caminho da realização humana na complementaridade.

Temos de nos calar na afirmação de que esse não é o caminho da felicidade e de plenitude. Eles bem o sabem.

Temos de silenciar que a adopção de crianças pelos homossexuais viola os mais elementares direitos de educação dos mais pequeninos. Bem tentam as falsas estatísticas, inventadas pelos tais grupos, provar a exemplaridade do crescimento dessas crianças.

Esquecem o da mais rudimentar ciência do quotidiano: uma criança educada sem pai ou mãe tem geralmente, durante a vida, marcas dessa ausência. É dos livros e é da prática diária.

Temos de nos calar quanto ao direito natural (para não dizer sagrado) à vida do ser humano, desde o momento da concepção – e, muito mais, desde que a mãe sabe do bebé – e sobre o crime horrendo que é a morte de um ser indefeso. A evidência sabe-o, a ciência sabe-o: há ali um novo ser humano, com todas as características físicas lançadas. Não é um projecto, é uma realidade. Não é das donas das barriguinhas ou dos donos das donas das barriguinhas. É um ser humano!

Poderíamos continuar. Sem medo de ser excluídos das comissões europeias, dos parlamentos nacionais ou da sociedade. Mas, já estamos a ocupar demasiado espaço.

Acabemos com a covardia do silêncio. Se necessário, anunciemo-lo nos telhados. O homem não é um objecto.

A verdade não é exclusiva dos políticos – tanta mediocridade! – nem dos fazedores de opinião: quantos vendidos aos poderes e aos lobies dos centros de envenenamento da existência humana centrada em valores essenciais.




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