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Bilhete Postal

Caro Alfredo,

N/D
21 Nov 2004

Quantas vezes andamos para aí amarfanhados por causa de tantas coisas más que vão acontecendo, quase todas elas devidas à maldade dos homens.
É verdade que se sofre muito neste mundo: ele é a guerra (sempre estúpida) que mata, destrói, compromete presente e futuro, ele é a fome – fruto da ganância, injustiças e exploração que faz morrer por dia vinte e quatro mil pessoas, ele é espectáculo desesperante dos sem-trabalho, dos sem-casa, dos sem-acesso aos cuidados primários de saúde; ele é o cenário de tantos empresários que negam ou atrasam o salário a quem trabalha.

E deixo de lado os que mastigam amargamente a solidão, o abandono dos seus, a ingratidão; tantos e tantos que raramente ou nunca experimentam o encanto de um carinho ou de um sorriso.

Sofre-se muito por esse mundo além, e, o que é pior, muitas vezes por minha culpa, por tua culpa, por nossa culpa.

E, não obstante tudo isto, somos convidados a cantar a esperança. A esperança de vencermos estas situações e de contribuirmos para a construção de um mundo diferente, quero dizer, de um mundo melhor.

A esperança que não engana, porque tem a sua fonte em Jesus Cristo. Só em Jesus Cristo.

Realmente, pode o homem correr e saltar. Saiba, porém, que em nenhum outro, encontrará garantias de justiça e de fraternidade que nascem da paz e conduzem à paz.

Tu mesmo podes e deves carrear materiais que levem a esse mundo novo É pelo teu empenhamento, meu e de tantos, que somos levados a compreender o desafio do Papa: não estamos num mundo perdido. Estamos, sim, na madrugada de um mundo novo.

Então, quem de nós está disposto a transformar esta madrugada num dia pleno de luz?




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