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Em todas as direcções

A entrada no terceiro milénio da era cristã foi muito mais que uma celebração festiva ou triunfal. Significou uma tomada de consciência da comunidade cristã perante os novos tempos.

N/D
20 Nov 2004

Trouxe ao de cima muitas esperanças e realidades, mormente da Igreja, que alguns teimam em ver cansada e solitária na sua batalha pelo Evangelho encarnado em todas as culturas e povos.
É verdade que todos sentimos algum incómodo numa espécie de fim de época em sinais que outrora foram de glória. Mas importa descobrir que outros estão a surgir. E que o Evangelho, na sua perene juventude, não se reduz a uma mera repetição de formas e fórmulas.

A missão é uma das áreas que conhece novas energias. Hoje não é apoiada pelas caravelas do império, mas assiste-se a inequívocos sinais: missionários a tempo inteiro, de generosidade ilimitada, que continuam a partir para todo o terreno; leigos que oferecem as primícias da sua vida profissional envolvidas na sua fé; comunidades que, de mil maneiras, geram apoios através de geminação de paróquias e de empenhamentos directos a situações e pessoas concretas.

Continuam irmãos os países que foram colónias e hoje são independentes.

Crescem iniciativas de solidariedade que vão muito para além do mero subsídio ou ajuda tecnocrática – que às vezes se confundem, em termos modernos, com o velho colonialismo.

Os cristãos marcam uma diferença na sua actividade missionária: a gratuidade, a proximidade heróica do real, a proposta de libertação de todas cadeias em que estão envolvidos os pobres no encalço do desenvolvimento.

Interessa compreender que em todas estas intervenções há graus de importância e prioridade que importa não misturar. Mas há envolvimentos que despontam como característicos do nosso tempo.

Urge potenciá-los sem absolutizar uma única via.

Missão, nova evangelização, voluntariado, apoios activos das nossas comunidades às comunidades mais carentes, são caminhos que se abrem, na continuidade do que, na história, a Igreja de Portugal sempre soube edificar. Variam as formas.

Mas é tempo de, com coragem e imaginação, reavivar o espírito de missão. Em todas as direcções.




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