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Outro ponto de vista…

Em desenvolvimento com a crónica anterior enfoquemos a nossa análise na dimensão cultural da nossa urbe.

N/D
19 Nov 2004

Fomos merecedores, na qualidade de fruidores de equipamentos relevantes, de um prestigioso prémio, a consagração do betão!

Continuamos sem Bibliopolis! Dizem os actuais poderes que nada de relevante advém da sua não utilização.

E quanto ao Teatro Circo?

Obra de importância crucial para o desenvolvimento de uma das dimensões culturais da cidade, encontra-se, contudo, num impasse…

Com uma administração manifestamente sem competência, temos um importante equipamento sem qualquer tipo de utilização.

Não chega ser um bom actor. Aliás, tem de se ser um actor “melhor” que bom para pretensamente nos ser apresentado como gestor.

A gestão e administração das coisas públicas aprendem-se ou nas escolas, ou na coerência das nossas actividades públicas.

Se somos actores, que sejamos apenas actores.

Se pretendemos ser actores, encenadores e administradores tiremos as consequências de cada uma das actividades desenvolvidas.

Não conheço nenhum gestor imbuído de critérios mais ou menos centralistas com sucesso.

Conheço sim, actores, bons actores na arte da representação, que se apresentam como gestores da coisa pública, com a utilização de dinheiros públicos, mas que se apresentam fora do palco como possuidores de uma (in)dependência que a todos nós nos provoca um sorriso.

Recordo-me de António Ferro. Brilhante! Ao serviço de quem melhor lhe pagava. No tempo, António Salazar. Hoje, em Braga? O leitor sabe quem o recompensaria.
A cultura é demasiado séria para ser de encomenda.

A cultura e os seus actores directos devem remeter-nos para uma dimensão de transfiguração do real, mas os administradores devem prestar contas das suas acções, sobretudo a quem os nomeia.

Eu nunca nomearia um actor para administrador! Ou, pelo menos obrigava-o a um processo de clarificação.

Não posso perceber como alguém pode fazer parte de um espaço político sem assumir essa mesma dimensão.

Eu sou e assumo a componente da minha militância no CDS/PP.

Não sou partidariamente independente, não sou actor!




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