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Os professores preocupam-se pela formação dos seus alunos

A família é uma grande escola e se ela não ocupar o seu devido lugar está a desvirtuara sua grande função, o seu grande dever de educar. A escola terá uma tarefa mais facilitadora se houver uma conjugação de esforços entre ambas as partes

N/D
19 Nov 2004

Um professor, ao longo da sua carreira, preocupa-se e investe toda a sua capacidade científica e pedagógica para dar uma formação completa aos seus educandos, aplicando as metodologias, adaptando as aprendizagens às reais necessidades dos seus discentes, motivando-os, percorrendo inúmeros caminhos para que se atinjam os verdadeiros objectivos e mesmo assim, por vezes, não consegue.

Há vários factores que contribuem para a falta desse empenhamento que os professores desejariam que os alunos tivessem, a saber:

– Muitos encarregados de educação estão alheados completamente do processo, não comparecendo nas escolas quando são convocados pelos directores de turma ou por qualquer outro agente educativo para, em conjunto, se encontrarem meios de resolução de certos problemas;

– Há outros encarregados de educação que, muitas vezes, vão à escola contribuir para a falta de respeito, para a má educação daqueles alunos que passam a vida a brincar, a distrair os outros, a desrespeitar os professores, queixando-se da educação que, pelo menos, a escola desejaria dar. Felizmente são poucos, mas suficientes para perturbarem o bom funcionamento das actividades lectivas ou quaisquer outras;

– Outros, porém, são demasiadamente paternalistas e só acreditam na versão dos seus filhos, descurando por completo todo o empenho e capacidade dispendida pelos seus professores, derrubando-os na praça pública. Se o aluno teve sucesso o mérito está apenas nele, mas se há dificuldades no seu percurso escolar a culpa é toda do professor;

– Outros casos há em que o aluno quer cumprir a sua obrigação, estudando, fazendo os trabalhos de casa e os pais dão primazia a outras tarefas caseiras que deviam passar para segundo plano;

– O facilitismo na passagem de alunos com grandes dificuldades também é um grande factor negativo. Os alunos com dificuldades, sobretudo na Língua Portuguesa e na Matemática desenvolveriam mais as suas potencialidades num nível mais baixo. Não é nos sétimo, oitavo e nono anos que vão aprender a ler, a escrever ou fazer contas, mas sim em anos adaptados ao seu desenvolvimento intelectual. Em muitos casos perturbam as aulas, prejudicando quem pretende trabalhar. Interessa que frequentem e se não acederem ao nono ano, terão o diploma de frequência;

– A escola, em muitos casos, não dá aos alunos os meios necessários para que encontrem nela a realização dos seus intentos. Para isso, até, mais ou menos, ao segundo ciclo devia haver um tronco comum e, a partir daí, cada um escolher as suas áreas vocacionais de acordo com as suas apetências. Existiria, a meu ver, um incentivo muito maior e frequentavam o ensino obrigatório com um estímulo bastante mais acentuado.

A família é uma grande escola e se ela não ocupar o seu devido lugar está a desvirtuar a sua grande função, o seu grande dever de educar. A escola terá uma tarefa mais facilitadora se houver uma conjugação de esforços entre ambas as partes.

Concluindo esta minha dissertação, tenho a dizer que ao longo da minha carreira tenho encontrado alunos maravilhosos, encarregados de educação à altura das suas responsabilidades que sempre contribuíram para que houvesse um trabalho profícuo entre todos os agentes educativos, mas não posso dizer que é geral, assim como a nível da minha classe, há sempre algumas falhas, pois ninguém é perfeito, mas podem ficar cientes que a esmagadora maioria da classe docente faz tudo pelos seus alunos e não faz mais porque, em alguns casos, é impossível.

Felizmente, a grande maioria de alunos sabe o que quer e tem sucesso, mas é preciso fazer alguma coisa pelos outros que fazem da escola um espaço de brincadeira, procurando dissuadir quem quer trabalhar em prol de um bom futuro.




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