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Em nome de uma democracia hipócrita!…

Talvez seja o momento de assumirmos o nosso papel e deixarmos a morródia ou sonambulismo, que nos atingiu a todos. É a hora!…

N/D
16 Nov 2004

Depois da pedofilia, que vai continuar… com processos que ficaram na gaveta – assim anda a justiça no nosso tempo – , vem agora a máscara jurídica para permitir casamentos homossexuais depois de se admitirem as uniões de facto como normais, bem como outras que não conhecemos…
O Parlamento Europeu, num gesto democrático, em que o Presidente só podera aceitar e escolher quem lhes agrada e serve determinados objectivos – a democracia hipócrita que temos! – , contra a sua própria vontade, e em nome de certos valores e fundamentalismos laicos de uma ” Europa moderna”, por intrigas e aleivosa interpretação de um comissário, Rocco Butiglione, além de outros, num novo processo de Inquisição, em nome da democracia, teve de adiar a ratificação no Parlamento, seguindo-se, não sei se por acaso… a assinatura da futura Constituição, em Roma.

Sabendo que a homossexualidade, conforme o concilio “deve ser respeitada e não discriminatória”, uma coisa será compreendê-la e outra permiti-la ou oficializá-la como normal, ou como falta ou pecado para um clube cristão de ultra-conservadores para quem ” é um pecado, e a mulher deve ficar em casa a tratar dos filhos, sob a protecção do marido”.

O suscitar de reacções tão polarizadoras numa Europa, que quer os muçulmanos – em que o adultério pode ser punido com pena de morte – , embora a poligamia seja admitida, mexe com todos os pilares da tradição de família cristã como de cultura numa Europa, onde o homem deve ser equacionado dentro dos valores da tolerância, respeito e dignidade, o que constitui a quinta essência da doutrina do Vaticano II, segundo o qual não deve ser discriminada.

As razões de uma tal atitude têm a ver com alguns casos isolados, como desvio psicológico, cujo estudo mereceria mais atenção. Por outro lado, a velha rivalidade entre os sexos, alcandorada ao máximo com uma educação sem barreiras morais, sexuais e valores religiosos ou éticos concitou, o receio e a emancipação, que leva muitos jovens a terem medo de compromissos duradouros na vida matrimonial hetero-sexual, até por falta de confiança mútua. Em vez de se constatar os factos, nao seria melhor diagnosticar as causas?

Mesmo assim, dada a grande preocupação em resolver ou dar forma jurídica a alguns casos isolados, com vistas sobretudo a dedução dos impostos como nas famílias normais, invocando até o direito de adopção de filhos, na Alemanha , em sondagens, só 13% são a favor da adopção de crianças por homossexuais, e 87% contra. Porquê?

Quem deu o mandato a essa catesma de privilegiados no Parlamento Europeu para legislar em nome do povo? Não será esta a factura para tantos, que se abstiveram de votar, mesmo em Portugal, onde dos poucos votantes, ganhou o Partido Socialista, aquele que mais advoga a adopção da homossexualidade como um direito, com as intruções de Zapatero em Espanha?

Onde estão outros, que deveriam também pronunciar-se com /e por outras convicções?

Caberá a um português – Durão Barroso – essa difícil missão de manter uma certa ponderação num factual fanatismo, que vai contra toda a tradição cristã, a abrir fendas num mundo, com todos os sintomas de decadência? Para onde caminhamos com tais princípios? E o que nos espera a seguir?

Será que estes casados homossexuais vão adoptar todos os filhos de mães solteiras – sobretudo mais pobres – , para colmatarem a sua velhice, – adquiridos como frangos de outros aviários – , ou em troca de novos escravos, para pagarem as suas reformas no futuro e os assistirem na morte, eximindo-se o Estado-patrão de quaisquer das suas funções sociais?

Para que serve o Estado então? Apenas para comer impostos, pagar a essa Nomenclatura e legislar, mesmo contra a consciência de súbditos, abrindo mais brechas numa sociedade já a meter água por todos os lados? Onde está a preocupação de defender e criar um organigrama jurídico, que nos proteja com barreiras de cataclismos mais fortes? Porque houve a invasão de águas sujas e poluídas, mesmo assim deveremos dispensar ou deitar a baixo as comportas?!

Pobre mundo o nosso com tais mentores e esta educação da polis! Amanhã será tarde, mas as consequências podem ser terríveis. Não bastaria o espectro de tantas crianças órfãs, abandonadas e mesmo marginais de lares protegidos?

Talvez seja o momento de assumirmos o nosso papel e deixarmos a morródia ou sonambulismo, que nos atingiu a todos. É a hora!…




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