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Educar -a arte por excelência (15)

O desenvolvimento da consciência moral é fruto de uma reacção do Homem todo (sensibilidade, inteligência e vontade) perante o sentido de si próprio, da vida e do mundo, bem como de uma relação de dependência e comunhão com os valores éticos universais, com o Bem e com o Absoluto.

N/D
13 Nov 2004

A experiência moral supõe e exige que, ao construir a sua vida, o Homem tenha a consciência de que as acções não são indiferentes, de que há umas que deve fazer e outras que deve rejeitar; que, perante a pluralidade de acções possíveis, o Homem tenha a liberdade de escolhê-las e realizá-las; que o Homem possa assumir-se como o signatário, isto é, o responsável pelas acções que praticou consciente e livremente.
A consciência moral, a liberdade e a responsabilidade são os pressupostos ou fundamentos que tornam o Homem, único entre todos os seres, susceptível de moralidade. Assim, a consciência normal regula-se pelo que lhe parece como bom. Atraída pelo Bem, a consciência põe a sua felicidade em alcançá-lo ou em realizá-lo.

Se os pais e os educadores descuram a formação da consciência na criança, esta deforma-se e falseia-se. A consciência pode, pois, ser bem ou mal formada, dando origem a vários tipos de consciência: normal, escrupulosa, laxa, perversa, etc.

Iluminar e fortalecer a consciência constitui a dupla tarefa, sobretudo dos pais e dos educadores. Ao mesmo tempo que ensina à criança o que é permitido e o que não é, a mãe (ou o pai) irá ensinando a diferença entre o “grande” e o “pequeno” ilícito. Este esclarecimento é tanto mais necessário quanto é certo que a criança, nos primeiros anos de vida, não tem o sentido do relativo.

Toda a tendência dela é dar às mínimas coisas uma enorme importância. Por exemplo: dois cêntimos são para ela uma fortuna; ou o roubo de algumas nozes é um crime. A sua perturbação interior é forte. Em nome da serenidade destas pequenas criaturas, os pais devem ser precisos e claros nos seus pormenorizados esclarecimentos. Uma excelente ocasião para formar, paulatinamente, a consciência da criança é o breve exame que será útil fazer, à noite, antes de deitar, clarificando dúvidas e apaziguando possíveis inquietações. Todo o tacto, toda a sensível delicadeza de uma mãe não são demais para esclarecer estes seres humanos hesitantes e ainda cheios de incertezas.

Uma outra forma de fortalecer a consciência da criança é ajudá-la a descobrir a alegria, a tranquilidade e a satisfação do dever cumprido. Quão abismal é a diferença entre uma consciência tranquila e uma consciência pesada!

Não deixa de ser curioso que na sede da ONU exista uma sala de meditação, extremamente sossegada e que comporta apenas uma pintura abstracta e um bloco de pedra polida. Ela constitui um apelo a que todos aqueles que trabalham pela paz, independentemente da sua religião ou ideologia, ouçam a voz da sua consciência.




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