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Taizé – A espiritualidade da convergência

A Europa saiu da II Guerra Mundial tão vencedora como vencida. Ruiu o império de Hitler. Outros, no Leste e no Sul, continuaram erguidos, orgulhosamente sós, até que também caíram.

N/D
11 Nov 2004

Mas, tal como a seguir a uma tragédia ou um crime, a Europa saiu de coração ferido, com uma promessa silenciosa de não mais repetir o sacrifício dos seus filhos mais promissores – os jovens – como arremesso de armas ideológicas e patrióticas.

Surgiram, no rescaldo, vozes de diversos profetas, religiosos e laicos, homens e mulheres que testemunharam a inutilidade dos despojos do homem dilacerado pela guerra e pela divisão. Roger Shutz, como que antecipou essa profecia de reconciliação ao criar a comunidade ecuménica de Taizé.

Foi uma parábola de comunhão que ainda perdura. Volta-se para o coração do homem na sua relação com Deus e com os outros, convertendo as diferenças em instrumento de diálogo.

Ao longo destes anos muitos jovens portugueses – hoje pais e avós – passaram por essa fonte, serena e abundante, mística e activa, livre e comprometida. Os jovens da Europa do século XXI têm este ano a oportunidade de viver esse espírito em Lisboa.

A notícia já está em andamento: entre 28 de Dezembro e o primeiro dia do próximo ano, aguarda-se a presença de cerca de 50.000 jovens. Importa acentuar o carácter diocesano, nacional e internacional desta iniciativa acolhida pelo Patriarcado de Lisboa. O programa é muito simples: partilha em pequenos grupos internacionais, orações, experiência de hospitalidade. Com uma veemente marca de confiança na Terra.

Esses jovens vêm despojados de quase tudo. Com bagagens de peregrino. Precisam ser acolhidos. Não é complicado. Bastam 2 metros quadrados para acolher um jovem.

Como o tempo está a passar, importa acelerar a manifestação desta disponibilidade. Como se vê, o coração não exige muito espaço.




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