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Um sonho… ou realidade?

Meus caros e respeitosos leitores: EU TIVE UM SONHO! É verdade tive aquilo que nos acontece quando estamos a dormir e que nos faz soar frio ou acordar exaltados, pensando que estamos a viver a realidade… Como sou humano, vejam lá a ironia do destino, o sonho que passo a contar, aconteceu-me a mim.

N/D
9 Nov 2004

Ora como estava a dizer tive um sonho e não foi brincadeira alguma, foi antes uma visão daquilo que eu gostaria de ver na realidade, pelo menos segundo os especialistas…

Acreditando na velha máxima de que o sonho é uma reprodução dos nossos desejos, vamos olhar e analisar o meu sonho com o respectivo distanciamento, precisamente por se tratar disso mesmo: um sonho.

Este episódio que passo a relatar não se traduz em factos, mas antes em reflexão ou pensamentos soltos de alguém que gosta de olhar para os factos, sejam eles de que natureza forem, com a respectiva dose de frieza, típica de quem tenta sempre procurar a realidade e não uma representação dela.

Avançando no assunto começo por vos dizer que à primeira vista, o meu sonho nada tem de diferente dos outros… tem um rei, tem nobreza, tem burguesia e tem povo: elementos típicos de um conto de fadas.

O Rei governa a sua nação, tendo juntado para o efeito dois grupos de nobres (os seus e um grupo próximo do seu), de forma a ter uma base de apoio mais abrangente.

Como todo o líder é amado por uns e odiado por outros, o que só prova que a sua liderança é inquestionável… É um homem aberto à sociedade, um retórico por excelência e acima de tudo é verdadeiro, ou seja, esforça-se por não fazer aquilo que muitos dos seus antepassados passavam a vida a fazer: enganar o povo. Como é humano tem defeitos, uns piores do que os outros mas nada de preocupante.

Como toda a nação, está dividida em zonas ou regiões que são governadas por poderes locais, responsabilidade entregue a indivíduos da região que representam o povo dessa área. Das muitas regiões que compõe este reino, há uma que não é influenciada pelo Rei e pela maioria do povo que o apoia.

Nessa região o governante que supostamente representa o povo é aquilo que se convencionou chamar dinossauro, traduzindo para português corrente, homem agarrado ao poder e cujas raízes não lhe permitem que o abandone, sob pena de ficar a nu tudo aquilo que escondeu durante um quarto de século e que lhe pode proporcionar um futuro menos agradável nuns calabouços quaisquer.

Como será de esperar nem toda a gente está contente com esta situação e atrevo-me mesmo a dizer que muitos são os que reclamam uma alternativa verdadeiramente credível a este poder corrido e corrupto. Duas figuras são as que se destacam na oposição a este dinossauro: uma da nobreza mais próxima do Rei e outra da nobreza que coabita com o Rei e o ajuda a governar a nação.

Estas duas figuras travam uma luta sem tréguas contra aquilo a que chamam poder velho e viciado. São sem margem para dúvidas os rostos que o povo identifica como as caras da esperança. O seu trabalho… a sua coragem estimula aqueles que acreditam que é possível derrubar este poder apodrecido pelos compadrios e pela ganância.

Quando a oportunidade de derrubar este poder surge, há que aproveitá-la e nada mais justo do que aqueles que “amarraram o touro pelos cornos”, estarem na frente da batalha… quanto mais não seja porque são jovens, já provaram serem empreendedores e merecedores de responsabilidades e confiança, não esquecendo que foram os que deram a cara pela sua causa… sem medos ou restrições!

Como em tudo na vida, a última palavra pertence sempre a alguém, neste caso ao Rei que deverá ter em conta na sua análise da situação, que ter a capital e sub-capital da nação é algo de notável, mas derrubar um dinossauro desta natureza é um feito que se poderá traduzir no comprovar de que o caminho que o Rei segue é o melhor para a nação: é o reconhecimento de um trabalho.

No sonho, o Rei seguiu a razão e alienou-se de interesses ou jogadas políticas, pensando apenas no bem da região em causa, na forma como se deve compensar aqueles que dão a cara quando mais ninguém o faz, e numa análise mais inteligente, no bem que esse facto ia fazer à nação.

Optou então claramente por depositar tal confiança nas mãos de quem lutou para o conseguir, de quem provou merecer tal desígnio e não permitiu que os atropelos típicos que resultam desta situação de poder iminente, surtissem qualquer efeito… simplesmente eliminou os atropelos e fez aquilo que se espera de um Rei: foi justo.

Não sei se este meu sonho poderá ter algum interesse para o digníssimo leitor, mas algo me diz que o devia partilhar consigo…

A única coisa que digo sobre isto é que os sonhos nem sempre devem ser encarados com desdém, pois por vezes os seu significado pode ser importante…




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