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Nótulas soltas da minha agenda

Os nossos filhos precisam de Pais muito mais do que camaradas

N/D
8 Nov 2004

1 Anda muita confusão na cabeça de muitos pais! Muita confusão, mas, também, muita indiferença.
Vou ser mais claro: muitos pais, provavelmente, cheios de muito boas intenções, pensam que ser pai/mãe modernos é não exercerem qualquer tipo de autoridade, não quererem ser modelo e referência para os filhos, não se assumirem como mais velhos.

Pensam, pelo contrário, que ser pai/mãe moderno é deixar fazer tudo aos filhos de todas as idades, é o não exercerem qualquer tipo de influência educativa sobre os filhos, não lhes dando regras e normas de conduta e querer ser tão novos ou até mais do que os seus filhos nos gostos e preferências. Puro erro. Perigoso engano.

Os nossos filhos precisam de Pais muito mais do que camaradas. Socorro-me, em abono do que acabo de referir, da autoridade do Prof. Daniel Sampaio, transcrevendo uma pequena passagem do seu magnífico trabalho: “Inventem-se novos Pais” da Editorial Caminho: “A inversão da hierarquia familiar ou a igualização dos pais leva inevitavelmente à confusão e à ausência de modelos organizativos das relações intrafamiliares.

Os pais delegam na escola ou nos próprios filhos a sua missão de educadores, deixando os filhos muitas vezes entregues às tarefas da adolescência. É como se no diálogo pais-filhos não soubéssemos o lugar de cada um e o individualismo narcísico ganhasse cada vez mais campo de acção.

Concluo assim que não é possível continuarmos a ser pais autoritários, como eram os nossos pais, porque o poder dos filhos na família não permitirá esse regresso ao passado. Mas também proponho que não sejamos mais pais-irmãos, abdicando das nossas convicções e dos nossos valores, falsamente aderindo ao vestir, ao falar e à música juvenil e perdendo definitivamente a esperança de podermos influenciar o futuro dos nossos adolescentes.”

Comentários a estas palavras de Daniel Sampaio não são necessários! Necessário, isso sim! – é que me cale e deixe aos pais que me leram o tempo para reflectirem sobre o que acabei de citar.

2. Realizou-se no Sábado, em Braga, um Seminário dedicado à família, como foi divulgado pela Comunicação Social. Destaco da comunicação apresentada por Jacques Pellabeuf, a seguinte passagem: ” … todos os países europeus estão tocados por tentativas de destruição da Família, que é, como o referi no início, a célula básica de toda a sociedade humana. Ora é bom não esquecer que a “ideia europeia” nasceu depois da II Guerra Mundial, da vontade de reconciliação evidenciada por Católicos convictos, como Robert Schuman (cujo processo de canonização está em curso), Konrad Adenaner e Alcides De Gaspari.

Pensemos nestes fundadores da nossa Europa para construir uma Comunidade em que será bom viverem as nossas famílias e em que o homem, a mulher, a criança e o velho poderão viver juntos e em harmonia sob o olhar de Deus.”

E, agora, interrogo-me, como é possível recusar as “raízes cristãs” da Europa se os fundadores desta nova forma política, económica e social do velho continente, foram cristãos que viveram a sua condição religiosa sem medo?




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