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Recordando o passado e reflectindo sobre o presente…

Em local da cidade, onde hoje existe um Centro Comercial, muito próximo do Hospital S. Marcos, havia outrora uma Central de Camionagem na cidade de Braga.

N/D
4 Nov 2004

Também na época se processava um movimento diário de transportes até à estação dos Caminhos de Ferro onde, no largo fronteiriço, os passageiros aguardavam a empresa que lhes assegurava o seguimento da viagem ao destino, depois de terem chegado no comboio.
O mesmo sucedia com os passageiros que de vilas, cidades e aldeias mais distintas ali chegavam, para prosseguirem no comboio. Isto há menos de 40 anos, ainda era uma realidade: no largo da estação, o cidadão tinha disponíveis camionetas, eléctrico e táxis que lhe permitiam uma opção, conforme o seu destino e vontade.

Também parte do abastecimento, especialmente peixe, chegava de manhã cedo e algumas carroças efectuavam a distribuição pelo mercado.

Tudo foi acabando ou se foi alterando. Aos poucos, as mercadorias, o peixe, fruta e legumes passaram a chegar por outros meios à cidade, a Central de Camionagem mudou-se, as empresas deixaram de utilizar o largo da estação, o eléctrico desapareceu da cidade e os táxis são os únicos que, às vezes, lá aparecem.

Entretanto, para apoio suponho à camionagem, chegou a ser construído, no topo do largo, um edifício para facilitar o carregamento de volumes nas camionetas, que parece nunca ter utilidade.

Nas últimas décadas o cenário é o mesmo: existe o divórcio entre os transportes ferroviários e rodoviários, com estes a apostarem na sua independência, competindo graças a melhores estradas e às vezes rapidez, para localidades onde o caminho de ferro ainda tem dificuldade em chegar com rapidez.

Julgo que seria benéfico ao cidadão que a Central de Camionagem se situasse próxima da ferroviária, permitindo a utilização fácil, com ligação assegurada para todo o lado.

Se nas grandes cidades de Lisboa e Porto existe um plano de transportes, que não ignora esta realidade, é porque tal sugere ser útil e necessária, em termos de utilidade e de futuro.

Braga tem um óptimo parque de estacionamento na estação; outras cidades optaram por outras soluções. São decisões talvez políticas, que têm como principal destinatário o cidadão. Foi, pois, com grande agrado que li no Diário do Minho a notícia da recente inauguração do novo terminal rodoviário da interface de transportes de Viana do Castelo, que vem demonstrar quão importante foi a decisão, visando o interesse da cidade e dos cidadãos, ampliando a oferta e optimizando assim a utilização de ambos os transportes. É com a organização global dos transportes, que o cidadão poderá um dia deixar o automóvel em casa e optar pelo transporte público, se este se tornar eficiente…

Está de parabéns a cidade de Viana pela sua opção, ao centralizar os dois meios de transporte num mesmo local, permitindo uma articulação entre entidades transportadoras e o cidadão.




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