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Braga primeiro

As eleições autárquicas aproximam-se sem ninguém dar por elas. Já falta menos de um ano. Em Braga, a eleição dos órgãos concelhios do CDS-PP, a realizar no próximo dia 6, dita o fim de um período em que as forças políticas que compõem a oposição à direita do PS arrumaram a casa e, por outro lado, anuncia o começo de um novo ciclo no qual a coligação terá, desejavelmente, os olhos postos na conquista da Câmara Municipal de Braga.

N/D
2 Nov 2004

Neste contexto, tal como nas últimas eleições internas o amplo debate no seio do partido foi uma grande prova de vitalidade, a estabilidade que parece desenhar-se agora em torno da estrutura concelhia do CDS-PP constitui um forte sinal de união e de maturidade. Numa altura crucial da vida política bracarense, os militantes do CDS-PP dão uma lição de responsabilidade política, relegando para segundo plano as suas divergências e atribuindo preponderância a um objectivo primeiro que é Braga.
A linha da actuação política do CDS-PP em Braga assenta há vários anos em alicerces sólidos e em bases estáveis. Não querendo correr o risco de falar pelo meu partido quando devo falar por mim, atrevo-me a apresentar, de forma sucinta, algumas das traves mestras de um discurso que julgo ter sido, ao longo dos últimos anos, um contributo importante para Braga e para o debate político em Braga:

O fim de um ciclo – O Eng.º Mesquita Machado, com os seus defeitos e as suas virtudes, lidera há mais de um quarto de século um projecto político que trouxe crescimento e desenvolvimento ao município. O actual Presidente da Câmara Municipal de Braga será, porventura, um dos melhores autarcas da sua geração.

A questão essencial, no entanto, não se prende com o passado, mas com o presente e com o futuro. A ideia da existência de uma questão geracional e de mentalidades que tem relevância política encontra eco, por um lado, no conceito de qualidade de vida por oposição ao crescimento e, por outro, no envelhecimento de um projecto político.

O Eng.º Mesquita Machado é o líder capaz de substituir o crescimento desenfreado da cidade e o caos urbanístico por uma ideia de cidade dinâmica, mas humanamente habitável, para o século XXI? Ou ainda, será em 2005 capaz de apresentar como projecto que justifique uma candidatura algo mais do que um estádio de futebol, ainda que arrojado e caríssimo? No CDS-PP entendemos que não.

Braga transparente – A cidade sussurra, mas pouco diz sobre isto. O poder ilimitado e excessivamente prolongado no tempo seca as instituições como se de um eucalipto se tratasse, favorecendo a criação de laços menos transparentes entre sectores da sociedade que deveriam ter a sua autonomia. A denúncia, por parte do CDS-PP, da existência de um triângulo de poderes envolvendo a Câmara, empresários e outras forças vivas do concelho é um laço forte que une o partido a largos sectores da sociedade bracarense que assim pensam, embora o digam menos. Esta uma marca de coragem política e de verdade que é característica da actuação do CDS-PP em Braga.

Juntos por Braga – A ideia de que os partidos políticos à direita do PS devem unir esforços com o intuito de apresentar uma alternativa credível, consistente e perseverante à gestão socialista faz parte do discurso do CDS-PP, pelo menos desde 1997. A coligação é, neste momento, uma realidade com a qual os bracarenses contam. Se o CDS-PP e o PSD concorressem separadamente contra o PS em Braga prestariam um péssimo serviço à cidade e aos eleitores.

Acontece que a soma dos dois partidos não parece chegar. É preciso, de uma vez por todas, multiplicar: multiplicar esforços, multiplicar ideias, multiplicar contributos, multiplicar esperanças. Acima de tudo, há que aprender com os erros do passado e apostar na diversidade, na abertura e na juventude.

Acreditar – Esta deve ser a palavra de ordem, e o primeiro requisito para quem queira ser o rosto da oposição ao poder vigente em Braga. Acreditar que é possível derrotar o PS em Braga é uma atitude necessária e realista. É uma atitude necessária porque é condição sine qua non para ter sucesso. É realista porque assenta num PSD mais dinâmico do que nunca e num CDS-PP absolutamente convicto. Só acreditando podemos fazer com que outros acreditem em nós. Só acreditando podemos colocar Braga em primeiro lugar. Assim seja.




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