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Nótulas soltas da minha agenda

1. A ingratidão é dos sentimentos mais injustos!… É esse o meu pensar. Custa-me a aceitar tal modo de ser. E já todos reparámos que um “obrigado” não custa nada a dizer. Vem tudo isto a propósito de um artigo que li, numa destas noites (nunca me deito sem ler algo), na revista “Síntese” (n.º 174, de Jullho-Setembro 2004). É seu autor o Arcebispo Emérito de Braga, Dom Eurico Dias Nogueira, que escreveu a propósito do saudoso Bispo de Dume, Dom Manuel Ferreira Cabral, de quem guardo a mais luminosa memória.

N/D
1 Nov 2004

O Senhor Dom Eurico, como é seu timbre, escreveu lindamente sobre aquele Prelado que a ingratidão e a perda acelerada de memória está a deixar esquecido.
Pessoalmente, tinha uma grande amizade pelo Senhor Dom Manuel e, por infeliz coincidência, visitei-o quase diariamente no Hospital da Trindade, quando lá esteve para observações, em Abril/Maio de 1981, precisamente quando minha saudosa Mãe foi operada ao cancro que a havia de matar.

Era-me fácil subir ao andar de cima, do quarto onde ia ver minha Mãe, e passar uns minutos com o Senhor Dom Manuel. Depois visitei-o no Paço, quase até ao fim. E com ele aprendi o valor da aceitação serena da morte. O Senhor Dom Eurico, ao recordar o seu Bispo Auxiliar, praticou a gratidão e avivou a memória. Obrigado, Senhor Arcebispo!

2. Halloween era festa pagã, com mais de 2000 anos, em que os celtas celebravam a chegada do Inverno e o fim das colheitas. Era celebrado a 31 de Outubro. Agora regressa, em força. Fazendo esquecer a grande festa de Todos os Santos, da Igreja Católica. O retorno ao paganismo, ao culto e práticas pagãs estão aí. Algumas em força. É o caso do Halloween. Talvez devêssemos pensar neste retrocesso. E no que ele significa.

3. Vale a pena ler e estudar a Exortação Apostólica “Ecclesia in Europa” de João Paulo II. Penso que é mais um documento absolutamente oportuno e o seu estudo indispensável quando emerge uma nova cultura em que somos como que «herdeiros que delapidaram o património que lhes foi entregue pela história» (n.º 7) e em que «a cultura europeia dá a impressão de uma “apostasia silenciosa”» (n.º 9). Repare-se na recusa tenaz em incluir no Preâmbulo da futura (?) Constituição Europeia a referência à herança cristã!

4. O Centro de Estudos Humanísticos da Faculdade de Filosofia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa, vai homenagear um dos maiores vultos da cultura portuguesa contemporânea. É um acto de justiça. O Prof. Amadeu Torres, apesar da sua grande discrição, é um vulto Maior das Letras portuguesas.




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