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Violações da liberdade de imprensa

Já fiz alusão a processos a que se recorre para violar a liberdade de imprensa: sobrecarregar os jornais com impostos, criar-lhes problemas burocráticos, fazer subir os preços das matérias-primas, limitar as tiragens e o número de páginas, racionar o papel, etc.

N/D
27 Out 2004

Mas há outras coisas que violam ou põem em perigo a liberdade de imprensa. Vou indicar algumas.
Uma delas é a facilidade com que se levam a tribunal os jornalistas. É claro que em muitos casos saem absolvidos, mas ninguém os indemniza do tempo perdido, da despesa feita, do tempo que fazem gastar às testemunhas, etc.

Penso que, quando o autor de um texto é capaz de responsabilidade, o director da publicação não deveria ser co-responsabilizado.

A liberdade é ameaçada pelo monopólio da informação, pela concentração de meios informativos nas mãos de poucos, pelas multinacionais da informação que são as grandes agências noticiosas, correndo-se o risco de a liberdade não ser um direito de todos mas um privilégio de alguns: os donos dos Meios.

A tentação de o Estado controlar o que o País recebe das agências estrangeiras e o que os repórteres desta enviam para o exterior é outro perigo.

Idêntico perigo é o esforço que vários partidos políticos fazem no sentido de controlarem os diversos meios de comunicação social.

É evidente que os jornais não podem viver sem dinheiro e uma das suas fontes de receita é a publicidade. Esta, porém, é uma espada de dois gumes. Tanto pode permitir aos jornais a necessária independência como fazer exigências descabidas, entre as quais se contam a de publicarem notícias de reduzidíssimo interesse geral que favorecem os anunciantes e de ignorarem temas de que a comunidade deveria ter conhecimento mas que os prejudicam.

Maneiras de impedir ou de pôr em risco a liberdade de imprensa são as várias pressões que se exercem sobre o jornalista, as quais vão desde o telefonema anónimo e a ameaça de bomba, à agressão física e à morte. Não deixa de ser significativo o relato que no fim do ano se costuma publicar sobre o número de jornalistas assassinados, presos, expulsos, desaparecidos, raptados, perseguidos, proibidos de exercerem a sua actividade, processados, agredidos, ameaçados de morte e outras intimidações.

Continua




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