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Outro ponto de vista…

O mundo do futebol aparece-nos, na maior parte das vezes, pintado de formas tão agradáveis que os recentes acontecimentos verificados aquando da realização do Benfica/Porto parecem-nos tirados de um outro mundo.

N/D
22 Out 2004

A má-criação evidenciada pelos principais responsáveis de ambos os clubes deve ser sujeita a alguma reflexão.

Para que não surjam quaisquer tipos de dúvidas sou adepto do Benfica.

Entendi sempre o meu clube com a grandeza única de um espaço onde a elevação sócio-cultural eram condição sine qua non para alguém ter a veleidade de ser seu adepto. Servir como dirigente, no Glorioso, só os eleitos, quem pertencia a uma elite dos que sabem servir. Reconheço que esta prática, em desuso recente, propicia situações como as que temos vindo a assistir.

É inconcebível que um clube com o historial como o do Sport Lisboa e Benfica, se tenha deixado transformar num espaço em que a dignidade, a educação, a cultura e sobretudo a civilidade não tenham lugar.

O Benfica, que se confunde em momentos da nossa história recente com uma ideia de Portugal, não é este que está “sadizado, vieirizado, enfim, veiguizado”.

O glorioso não pode responder às provocações menores de alguns que do futebol tudo sabem, mas não sabem ter a dignidade de se portarem como homens verdadeiros do desporto.

Este mundo novo, dramático, de claques formadas por delinquentes, apadrinhadas por autênticos “capos “, procura destruir o que de melhor tem o espectáculo futebolístico.

Se houver bom senso, as pessoas de bem, pura e simplesmente deixam de ir aos estádios, espaços onde perduram momentos de má-criação, de agressão gratuita ao que de melhor a natureza humana tem.

Os insultos não se devem/podem tolerar, aos delinquentes não se podem abrir as portas dos espaços que permitem a fruição de momentos de agradabilidade a tantos.

O lugar dos selvagens é a selva, sejam eles mentecaptos de bancada ou, de tribuna presidencial.




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