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Cohen contra Cohen

Piedosamente, supersticiosamente, devem os netos de Jacob acreditar que as suas profecias messiânicas estão em vias de se cumprir e que estamos no “fim dos tempos”. E querem provar ao Mundo aquilo que não é verdade: que a história não se repete

N/D
19 Out 2004

1- Vêm aí as eleições americanas – Poucas semanas faltam já, até ao dia das eleições que escolherão o presidente dos EUA para os próximos 4 anos. Por esse mundo fora, aliás, haverá também muitos estrangeiros que sentirão essas eleições quase como suas, tal é hoje a influência que o “american way of life” passou a exercer nas decrépitas culturas nacionais de muitos países e em todos os continentes.
Esta influência cultural têm-se imposto mundialmente, não por qualquer superioridade própria, ou virtualidade específica, mas por outras razões. Durante muito tempo o factor principal da influência americana foi o controle da produção cinematográfica mundial, a qual tem estado concentrada na cidade americana de Los Angeles (em Hollywood).

Ora o cinema e a televisão impõem modos de pensar, de vestir, de falar, de cantar, de cortar e pintar o cabelo, de amar e namorar; impõem correntes morais, musicais ou artísticas em detrimento de outras; alteram e reformulam a História Universal; promovem ou desacreditam orientações políticas, independentemente do mérito destas mas consoante as conveniências estéticas, genéticas ou políticas daqueles que investem boa parte das suas vastas fortunas para que aquelas dezenas ou centenas de filmes e programas de televisão sejam feitos.

2 – Os factores da preponderância mundial americana (o cinema e TV, o dólar, o poder militar e a decadência da Europa) – Já falámos no n.º anterior, do cinema, da televisão e da edição (escolha) da música ligeira (incluindo o “jazz”) como formas de pressão cultural e política da América sobre si própria e sobre o resto do mundo.

Lembremos agora também o dólar, que tem tido foros de moeda internacional, ao menos desde a 2.ª Guerra Mundial. A Economia americana não tem sido sempre pujante, basta lembrar o “crash” da Bolsa em 1929 e a recessão dos anos 30. Já para não falar das crises mais recentes (petróleo nos anos 70; falência da Enron e outros, há 2 anos).

É indisputado que a intervenção norte-americana nas duas guerras mundiais livrou nessas ocasiões a sua Economia de um certo marasmo, sobretudo porque a sua Finança e a sua Indústria foram chamadas a intervir e engrandecer-se perante uma Europa cuja Indústria ficara em boa parte destruída.

Por outro lado o poder militar americano (que é um poder gerador de cultura) conformou, desde a vitória na 2.ª Guerra Mundial e até hoje, as orientações políticas da metade ocidental da Europa (que é a mais importante das duas) e as orientações do longínquo e jovem Japão. Esta conformação da política europeia teve como principal objectivo a gradual dissolução do conceito de “nação” entre as elites (ou pseudo-elites) dirigentes dos vários países europeus.

E alguns destes países até já funcionavam como nações (simples ou complexas) há mais de 2 mil anos, como é o caso da Itália, Grécia, Alemanha, Espanha e França.

Deste descrédito da ideia de Nação nasce o movimento europeísta, procurando gradualmente fundar um Estado com base em simples laços económicos e da vizinhança, independentemente das boas ou más relações que as diversas nações componentes tiveram entre si ao longo de 2.500 anos de história (e a da maior ou menor afinidade etno-linguística existente entre eles).

Do descrédito da ideia de “nação” entre os europeus, adveio também o abandono da totalidade dos impérios coloniais europeus (friso, “da totalidade” em homenagem ao respeito que também devem merecer os movimentos independentistas do 3.º Mundo, nacionais eles também). Abandono colonial esse, que apenas acabou por favorecer o Grande Capital internacional, em boa parte americano, ou seu subsidiário.

3 – Eu prefiro Kerry, aliás Cohen – Em fins de Agosto passado, os 40 milhões de eleitores americanos de ascendência irlandesa (total ou parcial) apanharam com um “balde de água fria”, quando se soube que o nome tipicamente irlandês “Kerry”, ostentado pelo simpático candidato democrata, era falso; e que tinha origem na anglicização do nome Cohen, o verdadeiro apelido, tipicamente judeu, do seu avó paterno, um imigrante nascido em Praga no império austro-húngaro.

Kerry, para quem não saiba, é um condado na Irlanda. E John Kerry, senador do Massachusetts, andou sabe-se lá com que mágoa de alma, a enganar anos a fio o eleitorado predominantemente irlandês de Boston…

E como se tal não bastasse, há mais. A multimilionária, bonita e ainda bem conservada esposa portuguesa de Jonh Forbes Kerry, de seu nome Teresa Heinz (nascida Simões Ferreira por ser filha de um médico homónimo de Moçambique, mas oriundo de Coimbra e Águeda) tem uma ascendência materna, no mínimo, curiosa.

A mãe de Teresa Heinz era uma imigrante maltesa muito rica, embora o seu nome não seja dos mais frequentes na ilha de Malta. O apelido de família era Thierstein; e sobre o elemento “stein” fala quem mais que eu souber, pois pouco sei. Mas garanto que também apoio a senhora, e sem sombra de dúvidas. A alternativa, G. W. Bush, já a conhecemos e não gostamos mesmo nada…

4 – O Mundo, entre Anás e Caifás – O que é de estranhar (e de lamentar) é que num país com 250 milhões de habitantes, os 2 únicos candidatos com apoios para ganhar a Presidência tenham de ter, ambos, ascendência israelita, num país esmagadoramente cristão ou agnóstico. E lembremos aqui, que a mãe do actual presidente, Barbara Bush é de origem hebraica.

Não basta pois a enorme influência financeira, bancária, comercial, industrial e sobretudo mediática do povo do Talmude… Para alimentar alguma vaidade própria, não evitam hoje, ao contrário de antigamente, a excessiva exposição e proclamação do seu indesmentível poder. Sentem-se talvez seguros dele, por força da alienação das massas cristãs e da falta de cultura histórica e política da maioria dos cristãos.

Piedosamente, supersticiosamente, devem os netos de Jacob acreditar que as suas profecias messiânicas estão em vias de se cumprir e que estamos no “fim dos tempos”. E querem provar ao Mundo aquilo que não é verdade: que a história não se repete.




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