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Assim anda Portugal…

É preciso dizer basta a esta barafunda política e isso consegue-se nas próximas eleições legislativas, autárquicas e presidenciais, votando em força!

N/D
15 Out 2004

Com as eleições regionais do próximo domingo, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abre-se em Portugal um novo ciclo político. O voto democrático irá dar voz e legitimidade àqueles que concorrem a sufrágio.

Enquanto que pelas ilhas atlânticas se decide a eleição das Assembleias Legislativas e a nomeação dos respectivos Governos regionais, pelo Continente tudo parece cair, mais uma vez, na confusão e na “baixaria” do debate político.

Vemos o Presidente da República a fazer de “paizinho”, chamando comentadores políticos ao Palácio de Belém, como se fosse para isso que aquele cargo existe. Nunca vi o máximo magistrado da Nação a ouvir as populações, associações e sindicatos, directamente, na sua residência oficial…

O Governo, desde que tomou posse, vive num pleno estádio de sítio. De todo o lado caem bordoadas: o caso “Barco do Aborto”, as colocações dos professores, o início do ano lectivo, as pressões nos média, etc…

No espectro da Esquerda na-cional assistimos à mudança de lideranças.

No PS, iniciou-se a “era socrática” e convocaram-se as “coortes”, vulgo Novas Fronteiras, para o início do próximo ano. A ver vamos se Sócrates faz jus ao seu nome e através do método do outro Sócrates, o da Grécia, consegue fazer uma maiêutica (renovação). Esperemos que não seja obrigado a beber o veneno, pois «pela boca morre o peixe».

No PCP, vimos o anúncio da demissão do seu secretário-geral, mas desconhecemos quem lhe irá suceder. Esperemos para ver. O BE continua igual a si mesmo…

Ao centro e à direita, vemos um silêncio sepulcral. Só no PSD se começam a manifestar alguns pretensos candidatos a líder, no congresso de Novembro. O CDS entra mudo e sai calado.

Ninguém explica como se vai pôr o País na rota do desenvolvimento. Só se escutam promessas e mais promessas, mas «de boas intenções está o inferno cheio».

Há que definir as políticas fundamentais: é prioritário apoiar a educação, a família e os desfavorecidos. É preciso empreender uma política energética de futuro e fazer com que Portugal deixe de ser super-dependente do petróleo e do seu preço em Nova Iorque ou em Londres. Somos um país cheio de fontes energéticas renováveis: sol, vento, marés, bio-massa, etc…

Não podemos deixar cair o debate político em guerrilha de Terceiro Mundo. É preciso ter a coragem de falar claro e dizer a verdade aos eleitores. Têm, os políticos, de prometer somente aquilo que poderão fazer e não serem populistas.

Fala-se tanto da necessidade de educação sexual nas escolas, e é necessária, mas porque não exigir uma educação para a política? Não seremos, como dizia o filósofo, «animais políticos», ou seja, preocupados com os problemas e causas da polis (cidade).

É preciso dizer basta a esta barafunda política e isso consegue-se nas próximas eleições legislativas, autárquicas e presidenciais, votando em força!




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