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Educar – a arte por excelência11

Todos os autores clássico-humanistas são unânimes em considerar que a formação não atinge apenas o plano intelectual ou racional da pessoa, mas afecta também as suas zonas mais humanas e dinâmicas, ou seja, a liberdade, a moral e a religião.

N/D
11 Out 2004

A importância da dimensão moral assenta no facto de a formação ser essencialmente assunto da personalidade e do carácter, isto é, configuração das disposições naturais do próprio homem.

Por isso, Rein defende: “O Homem correctamente formado é aquele no qual a razão cumpre o seu papel de reflectir sobre os grandes pensamentos divinos da realidade e de determinar a vida por si; aquele em quem, além disso, se desenvolveram nobres sentimentos, de modo que o valor, a honra, a piedade e o respeito pelo que é comum se converteram em determinações da sua vida; aquele, finalmente, para quem a vida instintiva e sensitiva ficou tão reduzida que, longe de ser um obstáculo para a vida superior ou de a impedir, antes lhe serve de instrumento e de representação”.

Após a Segunda Guerra Mun-dial, o conceito de formação enveredou pela enfatização das dimensões do trabalho, da profissão, da técnica e da política, mas sem secundarizar a sua relação com outros valores humanos, tais como, a convivência, a responsabilidade e a superação de contradições e de conflitos.

Depois de 1960, as novas filosofias conduziram a outras reformulações do ideal de formação. Entre outras, surgiram a teoria da formação formal (formação das energias do eu), a teoria da formação categorial (reflexão didáctica e auto-realização), a teoria dialoguista da formação (desinteresse e altruísmo) e a teoria da formação técnica (interpretação integral da cultura e do relativismo científico).

No que concerne ao conceito de educação na perspectiva humanístico-cristã, podemos sintetizá-la nas palavras de Pio XII (1958): “A educação cristã pressupõe e respeita a unidade psicossomática do homem, enquanto determinada e governada pela alma”.

Portanto, ela pretende formar integralmente o Homem, sem descurar nenhum dos seus elementos constitutivos, nem esquecer a sua real situação histórica. A educação cristã tem por fim a formação do Homem segundo todos os aspectos da sua natureza e do equilíbrio dos seus respectivos valores: físico, intelectual, moral, social e religioso.

Tudo considerado, não em abstracto, mas na concreta situação histórica do ser humano decaído, regenerado e predestinado para uma felicidade ultraterrena.
Formar alguém é cultivar e desenvolver as suas aptidões, utilizando os métodos mais apropriados, eficazes e adequados à sua natureza intrínseca.




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