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Mudar o relógio

Por deveres de ofício, atravesso, por volta das 7h00 de cada dia, a cidade de Braga. Ora venho reparando que, uns três minutos antes dessa hora, a iluminação pública se apaga, deixando as ruas em acentuada escuridão.

N/D
8 Out 2004

Ora isto acontece numa altura em que são bastantes as pessoas que percorrem, a pé, as artérias citadinas, para empregos ou afazeres mais matinais. E como a luminosidade a tais horas está cada vez mais reduzida, o “apagão” surpreende-as, acentuando a natural sensação de insegurança.

Suponho que com um atraso de uns quinze ou vinte minutos no relógio da rede pública a situação se resolvia. Será que é viável?

Eu sei que, ao menos oficialmente, estamos em maré de aperto de cinto. Mas sei também que há muito onde poupar, com proveito e sem riscos. Basta ver os meios de comunicação social, por onde vão passando notícias de desperdícios a vários níveis: contratações a granel, parque automóvel de encher o olho, comitivas avantajadas para inaugurar fontenários de uma só bica, etc., etc.

O que não me parece normal é que, em plena cidade, haja que recorrer ao foco ou ao petromax.




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