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Educação Cristã

Está a decorrer a Semana Nacional da Educação Cristã, que este ano tem por tema “Educação Cristã – um itinerário para a vida”.

N/D
7 Out 2004

Há educação e educação cristã. Esta tem como ponto de referência a pessoa de Jesus Cristo, que se apresentou como Caminho, Verdade, Vida. Ele é o Caminho a seguir, a Verdade a proclamar, a Vida a viver. Ele é o modelo a seguir, o exemplo a imitar.

Não se pode seguir nem imitar Jesus Cristo se ele for um desconhecido. Daí que, falar em educação cristã seja falar em catequese. Catequese que deve estar a cargo da Família, da Igreja e da Escola se esta última não teimar em ser neutra, como pretendem determinados sectores, que o mesmo parece querer dizer, despida de princípios e de valores.

São os pais os primeiros e principais educadores dos filhos, e os pais que se afirmam cristãos hão-de procurar educá-los cristamente. Aliás, isso nada mais é do que converter em realidade um compromisso que assumiram no dia do casamento e quando decidiram pedir à Igreja o baptismo para os filhos. A não ser que casamento religioso e baptismo não tenham passado de simples cerimónias para inglês ver.

No dia do casamento comprometeram-se a «receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja». Na celebração do Baptismo, a educar na fé a criança que apresentam à Igreja, «para que, observando os mandamentos, ame a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou».

A catequese da família – a Igreja doméstica – é complementada pela catequese paroquial ou da comunidade cristã que a criança frequenta. Quando matriculam os filhos na escola os pais hão-de matriculá-los também na catequese.

E nenhuma paróquia é digna deste nome se não tiver uma catequese bem organizada, cujo principal responsável não pode deixar de ser o pároco, acompanhado por um grupo de leigos, dedicados e bem preparados, que com ele partilhem essa preocupação e executem essa tarefa e dêem mostras de cristãos adultos e conscientes da sua corresponsabilidade na vida da Igreja. E porque há adultos que não possuem o mínimo de conhecimentos cristãos, também para eles se hão-de programar sessões de formação adequadas.

Como não há catequese sem catequistas nem boa catequese sem bons catequistas, a preparação destes – a nível científico e pedagógico; no plano dos conhecimentos e na forma de os transmitir – tem de ser uma das grandes preocupações dos mais responsáveis.

E porque a educação cristã tem a sua especificidade, que se não esqueça ser fundamental o testemunho de vida.

Falei da chamada escola neutra, que é uma das consequências da onda de laicismo mal entendido. Hoje, porque pretendem inserir a Escola na estratégia da descristianização da sociedade, há o perigo de a tal escola neutra facilmente descambar numa escola onde se faz propaganda anti-cristã e se ridicularizam os valores cristãos.

Aos cristãos impõe-se a tarefa de não desanimarem na luta pela verdadeira liberdade de ensino que reconheça aos pais cristãos, sem quaisquer outros encargos além dos que recaem sobre os restantes cidadãos, a faculdade de poderem optar por uma escola onde os filhos sejam educados no respeito pelos princípios e pelos valores do Cristianismo.




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