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799. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga:

1 Sabido é de todos, em termos de sanitários públicos, ser Braga uma unhas de fome! O que lhe sobra em cimento e asfalto, falta-lhe em cerâmica! Será que é aqui que começa o celebérrimo ir abaixo de Braga?

N/D
6 Out 2004

Ora, não restando ao cidadão outra alternativa que não seja encostar-se ao muro ou abraçar-se à árvore, por aí se vão criando os cantinhos do alívio que, depressa, redundam em locais de esconsas romarias, cujo resultado são confrangedoras emanações de eflúvios uriníferos! (Por exemplo, perto da Torre de Menagem, há um pedaço de muro, seguramente, não das lamentações, mas das aliviações, onde se pode tirar a prova dos noves a esta complicada agressão à sanidade pública).

Todavia, senhor Presidente, é na mini-galeria comercial que liga a rua D. Pedro V à escola de música Calouste Gulbenkian, em S. Victor, muito utilizada por graúdos e miúdos, que existe um dos mais, para mim, emblemáticos sanitários públicos… sem cerâmica!

E como ali funcionam alguns bares nocturnos, preferencialmente, frequentados por clientela jovem, que para eles não vai bater palmas e muito menos rezar, cada manhã os comerciantes e os transeuntes são assaltados por tão violenta onda de perfume que até tombam!

Obviamente, a juventude noctívaga, por força dos efeitos diuréticos da cerveja, vai ao cantinho do alívio despejar as retesadas bexigas! E o mais grave é que na dita galeria há uma peixaria paredes-meias com o dito sanitário público!

Ora, são os clientes que lá se dirigem que mais protestam junto do proprietário da mesma. E este, por seu turno, cansado já vai ficando de clamar pela AGERE, que raramente responde à chamada, para mangueirar o local!

Por isso, senhor Presidente, é tempo de mandar tomar as devidas providências junto dos serviços de limpeza e higiene públicas, a fim de que o referido penico da noite seja bombardeado com creolina! E, assim, os utilizadores da galeria comercial vejam salvaguardados os seus riquinhos narizes!

Depois, quem sabe, pode ser este o trigésimo passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional (primeiro) e europeia (depois) da cultura! Tijolo a tijolo se levanta a construção!

2. Volto uma vez mais (e até que a pena me doa!) à carga: a deficiente sinalética que serve a cidade! Qualquer turista, a pé ou a cavalo, tem imensas dificuldades em se locomover na nossa cidade, tal é a babilónia de painéis!

Então, quem se encontra no São João da Ponte ou na zona de Santo Adrião e quer dirigir-se à A3, rumo ao Porto ou a Valença, ou à A11, rumo a Guimarães, anda, nitidamente, aos papéis! Diz-me um amigo que mora para essas bandas que no Verão se cansou de ser pendura de muitos turistas de calças na mão em busca da milagrosa saída.

Mas, como a sinalética respectiva ali não assentou arraiais e penduras disponíveis muito menos, só por um golpe de asa ou toque de magia é que o forasteiro encontra o cu da agulha! Que é como quem diz: dá voltas e mais voltas e não sai do sítio!

Já, em tempos, senhor Presidente, alertei para o assunto, dado que a zona é muito procurada e funciona de excelente porta de saída da cidade. Só que… sempre são mais as vozes do que as nozes!

E a solução é fácil e barata: basta, na subida de Santo Adrião, e antes do viaduto da circular urbana, colocar o necessário painel informático! Assim, turista vê, turista lê e crê que por ali é a saída!

Depois, quem sabe, pode ser este o trigésimo primeiro passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional (primeiro) e europeia (depois) da cultura! Tijolo a tijolo se levanta a construção!

Com os melhores cumprimentos e até de hoje a oito!




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