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Chover no molhado (45)

A comunidade científica, relativamente à explicação daquilo que, positivamente, aparece à frente da nossa observação (os fenómenos, os acontecimentos), serve-se da Razão e de ajustados instrumentos para investigar as causas, próximas ou remotas, superficiais ou profundas, os condicionalismos e até as oportunidades de agir. Numa palavra, o cientista, observando, descobre, com a Razão, juntamente com a imaginação criadora, as leis que regulam o comportamento dos fenómenos.

N/D
5 Out 2004

Tratando-se especificamente de um fenómeno humano, por exemplo a prática abortiva, como procede a Razão? Apenas só com o observável?
Não me parece. E não me parece porque se trata, precisamente, de um fenómeno humano e não apenas de um fenómeno fisiológico ou geográfico, como por exemplo o furacão “Ivan”.

Não quero dizer que o aspecto científico do fenómeno humano não possa ser abordado, e até em toda a sua extensão e profundidade, pelo menos positivamente.

Contudo, não vou abrir a mão e soprar para o papel, mencionando esse punhado de variáveis, seleccionadas e medidas, tais como: sociais, económicas, culturais, religiosas, hereditárias e outras.

Porém, como o fenómeno é humano, vou pedir à pessoa que se sirva da sua Razão para se auto-consciencializar. E de quê? Das suas atitudes, das suas decisões, do seu comportamento relativamente ao filho.

Sobe comigo estes degraus e pára em cada um deles para não forçares o ritmo do coração. A pessoa auto-consciencializando-se, conhece-se; conhecendo-se, compreende-se; compreendendo-se, percebe que a sua atitude para com o filho é despoletada pelo seu sentir ou pelo seu ajuizar.

E apercebe-se também de que o seu sentir é reforçado pelo seu ajuizar ou este pelo seu sentir. E sabe que o seu sentir, em núpcias com o seu ajuizar, forma uma unidade.

Sabe ainda que esta unidade é a sua própria experiência, tendo consciência de que nesta sua experiência pode não haver harmonia. Apercebe-se, então, da necessidade de conciliá-la e controlá-la. Esta exige motivação, a qual procura um gestor. E o gestor encaminha-se para o relacionamento progressivamente realista e ajustado ao bem do outro. Este relacionamento é empático. A empatia é a força que amolece as resistências.

Acho que destes ingredientes exigidos pela Razão (auto-consciencialização, auto-conhecimento, auto-compreensão, auto-motivação, auto-controlo, auto-gestão e empatia), conectados e cooperantes entre si, sai um comprimido que deve ser tomado todos os dias e três vezes ao dia pela mulher com o síndroma abortivo. Estes comprimidos vêm dos famosos laboratórios psico-sociais e, para maior eficiência, devem ser ingeridos com a água da Esperança e da Fé em Deus.

Que dizer aos defensores e colaboradores do aborto? Além de tomarem os mesmos comprimidos, devem saborear um chá calmante para relaxar a sua experiência pessoal.

E se não resultar? Reforça-se a dose. E se mesmo assim não melhorar? Submete-se, então, o seu inconsciente a uma intervenção cirúrgica. Se, por acaso, se detectar aí um tumor maligno, deixai-o. É trabalho para o coveiro.




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