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Nótulas soltas da minha agenda

Provavelmente, seria melhor Capelães só Capelães!

N/D
4 Out 2004

1 Braga perdeu um excelente médico. Sobretudo perdeu um Homem (e escrevo com H maiúsculo muito grande!). Curvo-me perante a memória do Dr. Rocha Peixoto. Um cidadão que tinha o Amor no coração. Deixa uma saudade imensa. A sua falta é irreparável. Permito-me sugerir à Câmara Municipal de Braga que o homenageie, dando o seu nome a uma rua desta cidade que ele serviu, sobretudo nos mais pobres.

Rocha Peixoto ficará na memória de quem o conheceu como alguém que tinha um ideal onde perpassava a justiça social e o Amor. As suas convicções políticas eram o caminho que ele entendeu servirem melhor as suas grandes opções de vida. Respei-to-as imenso por que por trás delas estava o Amor. Obrigado, Dr. Rocha Peixoto!

2. É altura de recolhermos as bandeiras nacionais que ainda flutuam. Algumas já em muito mau estado de conservação. A bandeira nacional merece respeito.

3. O “escândalo” de Fátima, divulgado até à exaustão, é um falso escândalo e um falso problema. A Igreja Católica, perita em humanidade, que aceita que o Homem é o seu caminho, sabe que o ecumenismo é um nome novo da paz. Acolher outros crentes não é heresia.

Acolher o Homem, com outras crenças, é um “sinal dos tempos” muito positivo. Assim, aquela que é “Mãe e Mestra” possa e saiba acolher todos os homens, a começar pelos que a aceitam assim.

4. Acabo de ler “Diálogo sobre a Fé” (Editorial Notícias) – um repositório de cartas trocadas entre o Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, e o Professor Universitário e ensaísta, Doutor Eduardo Prado Coelho. É exemplar a forma como dois homens com perspectivas diferentes se respeitam e dialogam. Fazem falta mais experiências destas, entre Homens de fé com fé e Homens das Ciências, Artes e Literatura sem fé.

5. O texto da Concordata foi aprovado. Já se esperava que assim acontecesse: quem lhe daria apoio e quem estaria contra. Há aspectos a clarificar. Um deles, o das Capelanias Católicas nas Forças Armadas, há muito tempo que me tem merecido reflexão. Desde o tempo em que fiz a tropa: na Escola Naval, como Cadete, e na Guiné como Oficial de Marinha. Então já me questionava se o Capelão deveria ser Oficial com carreira. E desde então tenho a convicção que seria bem melhor “desoficializar” as Capelanias.

O Capelão, sem galões, estaria muito mais acessível e menos distante de todos. Isento. O Capelão seria, assim, um servidor sem as preocupações das continências e das hierarquias que criam capelães de múltiplas categorias. Recordo as dificuldades de um Capelão que tive na Guiné (lembra-se Padre António Janela?) por causa dos galões! Por isso, e provavelmente, seria melhor Capelães só Capelães!




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