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Factos e política

São temas actuais os que vão dominar nos próximos tempos os trabalhos do Parlamento Europeu (PE): o financiamento da União, o papel da Europa no mundo e, inevitavelmente, a Constituição Europeia, para a qual os nossos vizinhos Espanhóis já parecem ter agendado uma auscultação pública.

N/D
1 Out 2004

Entre nós, os políticos iniciam um novo ciclo de “conversas em família”, através de discursos nem sempre motivadores do cidadão, num cenário político desfavorável, com o país em crise e uma retoma económica anunciada, mas logo posta em dúvida.

Sinal dos tempos ou da viragem política, em Espanha a Constituição Europeia colhe o apoio do Governo, enquanto por cá vamos verificando que a nossa Constituição está longe de ser cumprida e, relativamente à Europeia, pouco se fala, enquanto por outro lado merecem referência decisões que indiciam alguma instabilidade entre políticos.

Mais uma vez o futuro dos portugueses é ensombrado com algumas medidas anunciadas, que visam sobretudo os que mais carenciados estão de estabilidade social e toda uma classe de trabalhadores sistematicamente afectados pelos impostos, que se tornaram vítimas do sistema. Refiro-me, obviamente, à chamada classe média que maioritariamente, suponho, é a principal fonte de receita e impostos.

E se para combater as injustiças recorremos à Justiça, para evitar os impostos não temos solução. Se é verdade a nossa Constituição prevê que todos têm direito de se exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, tal exercício, sendo simples, não deve ser impedido, censurado ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

Diz-se ainda na nossa Constituição que todos, repito todos e não alguns, têm o direito de tomar parte na vida pública e o direito de ser esclarecidos objectivamente… Enfim talvez seja tempo de debate de ideias e opiniões à volta da nossa Constituição e da futura Constituição Europeia; talvez um tal exercício nos torne mais receptivos às opiniões dos outros e capazes de, participando, contribuirmos positivamente para o bem estar dos cidadãos do país e da comunidade. Abordar e fundamentar questões de interesse colectivo é um acto de exercício de liberdade, que merece ser respeitado.

É a realidade política e económica do país que sugere preocupações no desemprego, segurança social, educação, saúde; em suma, em áreas e sectores vitais, onde o cidadão é o visado e constitui o fim a atingir, que a todos deve motivar no presente.




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