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Governo francês vai manter a política anti-religiosa?

A França tem estado nos últimos tempos em situações que agravam e prejudicam a política autêntica, e o respeito pelos crentes.

N/D
29 Set 2004

Registamos as realidades. O Governo francês de Chirac tomou estas decisões:
– opôs-se à afirmação no Tratado Constitucional da União Europeia das raízes cristãs europeias;

– a lei da laicidade nas escolas que se converteu num atentado à liberdade de expressão e religiosa;

– e, finalmente, leis em matéria de bioética.

A visita pastoral do Santo Padre estava, pois, ferida de uma realidade política que se opunha à presença eficiente da doutrina da Igreja na vida humana e social.

O Santo Padre fundamentou as suas palavras e logo que desceu do avião que o conduzira à França. Em Lourdes esperava-o Jacques Chirac, Presidente da República.

O Santo Padre, nas palavras que proferiu, abordou o problema, lembrando ao próprio Chirac o património de cultura e de fé da França.

E nas suas palavras abordou sem demoras e sem hesitação o problema religioso.

Disse: «No respeito das responsabilidades e das competências de cada um, a Igreja Católica deseja oferecer à sociedade a sua contribuição específica a favor da edificação de um mundo no qual os grandes ideais da liberdade, da igualdade e da fraternidade possam constituir a base da vida social, na busca da promoção incessante do bem comum».

Chirac discursou a seguir e encerrou o seu discurso com este parágrafo: «O ideal que nos alenta é o de uma Humanidade unida em torno a valores universais, capaz de respeitar e celebrar a diversidade de suas histórias e culturas; uma Humanidade mais comprometida que nunca na busca do conhecimento e do progresso, motivo pelo qual se submete à ética da responsabilidade e da exigência da solidariedade».

Esta visita do Santo Padre a Lourdes, que proporcionou o encontro com o Presidente da França, é um facto que se enquadra na história contemporânea.

A França, nos últimos tempos, tem-se encostado demasiado ao laicismo. As declarações e, até, as decisões tomadas pelo governo actual vão nesse sentido.

Ao olhamos para a Europa Ocidental vemos nesta altura três nações que enveredam por um caminho laicista: a França, a Alemanha e a Espanha.

Olhando, por vezes, para a sua actividade no presente, os governos olvidam o passado, a história dos povos e o que as nações fizeram de útil para o bem-estar de todos…

Bem sabemos que o passado se esquece em muitos campos do plano intelectual, desde o ensino até à sua consagração nobre da vida dos povos.

Não nos podemos fechar às realidades do presente. Vê-las, porém, sem as estudar a sério, e decidir pelo que alguns egoisticamente propõem, é péssimo.

Chegamos muito longe neste campo. O egoísmo e a satisfação do capricho individual – que muitos confundem com liberdade – têm sido os “critérios” dos progressistas de hoje para enfrentar os problemas que se colocam nos nossos dias.

Que fazer? Os responsáveis pelo ensino é que devem assumir esta responsabilidade e fazê-lo com esperança e, até, felicidade.

Bem sabemos que as organizações políticas actuais, como acontece na Europa, subordinam as realidades nacionais à actividade no conjunto em que nos movemos e vivemos.

É triste, sem dúvida, ver estas atitudes e não reagir, mormente no campo académico.




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