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Cooperação

O Presidente da Câmara Municipal de Braga solicitou e agradece aos munícipes bracarenses sugestões para serem consideradas na organização do plano de acções futuras a desenvolver pelo Município e, eventualmente, para serem inseridos no orçamento municipal os encargos consequentes. Um outro apelo nesse mesmo sentido foi formulado no Diário do Minho por um prestigiado colunista deste jornal.

N/D
28 Set 2004

De facto parece ser dever de todo o cidadão procurar ajudar a melhor qualificar as opções que aos governantes permanentemente se apresentam na gestão da coisa pública, de interesse colectivo mais ou menos abrangente.
A cidade cresceu muito nas passadas três décadas e os equipamentos urbanísticos têm conseguido acompanhar satisfatoriamente e a contento de grande parte dos residentes e da população flutuante; mas haverá algumas obras que, pelo seu custo e grau de utilização, levantam fortes dúvidas quanto às razões da sua concretização.

Aguarde-se o próximo futuro para fazer o balanço dessas opções.

Porém, o que se pretende agora é olhar em frente. E o que eu gostaria de ver equacionado pela Câmara Municipal seriam acções nos seguintes sectores:

1.º Cemitério

O estudo da necessidade – urgente, a médio prazo ou remota – de ampliação do actual cemitério, ou a criação/reserva de outro espaço ou outros espaços para esses fins, em face da expansão demográfica, verificada e previsível, da cidade.

O convite para a ponderação deste equipamento vai mais direccionado para a vereação do PS por me parecer que o putativo candidato do PSD… é novo demais para pensar nestes assuntos; e nas suas digressões pela área do concelho não lhe tenho visto grande interesse em visitar estes locais.

2.° Largo do Mercado do Carandá

Em frente ao Centro de Saúde e do ex-Mercado do Carandá existe um amplo largo que seria desejável se mantivesse. Temos conhecimento estar previsto no Plano de Pormenor da zona a implantação de um edifício paralelo à Rua Américo Ferreira de Carvalho que iria diminuir drasticamente aquele espaço. As edificações e o arvoredo que delimitam o largo proporcionam um enquadramento visual desafogado, muito agradável e descompressor para a população que obrigatoriamente o usufrui pelo que a manutenção deste lugar, com carácter heterogéneo mas sóbrio, seria uma mais valia ambiental e de dignidade para a urbe.

Estou convencido de que muitos dos proprietários dos prédios confinantes estariam dispostos a comparticipar os consequentes encargos de indemnização pelo cancelamento de eventuais direitos adquiridos. Talvez, para este caso, o PSD concelhio queira prestar uma atenção especial.

3.º Encosta da Montanha Sagrada

Dificilmente se aceita que o horizonte Nascente da cidade seja uma encosta densamente povoada de eucaliptos. Esta massa arbórea não se poderá considerar uma área integrada em REN. Merecia outra protecção, outras finalidades, outros aproveitamentos.

Quem terá capacidade negocial para chamar todos os proprietários desta área e convencê-los a tentarem uma acção colectiva que poderia conduzir a uma importante valorização do património em causa?

Outras sugestões virão de várias origens! Valerá a pena sugerir? O que importa é corresponder ao convite formulado por pessoas que, pelo seu estatuto de poder ou intelectual, devem ser escutadas. Confesso que as minhas sugestões queria que fossem baseadas na orientação humanitária da frase que em tempos ouvi: enquanto houver crianças… teremos de adiar… Lamentavelmente esqueci-me da frase. Não me posso perdoar!




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