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Outro ponto de vista…

Não chega dizer que algo não correu bem; é necessário dizer porque correu mal

N/D
24 Set 2004

A Educação, área estratégica para um verdadeiro desenvolvimento, tem sofrido tantas vicissitudes a que só faltava esta barafunda causada pelo malfadado concurso de professores.

É minha convicção pessoal que tal confusão se ficou a dever a um misto de incompetência, incúria e desresponsabilização.

Incompetência porque quando alguém se propõe realizar alguma tarefa deve previamente verificar se existem os conhecimentos necessários para a execução da mesma.

Não é de todo aceitável que se dê início a um novo modelo sem saber, a priori, da sua adequação à realidade. Não se faz e depois logo se vê!

Daí a incúria, a falta mesmo de profissionalismo.

Dizem as regras, as mais elementares e básicas, que o início de um novo processo de concurso deve ser, não só testado, mas, sobretudo, validado antes da sua aplicação universal.

O manifesto não respeito por esta norma demonstra um carácter de improvisação que roça a total irresponsabilidade funcional.

Irresponsabilidade responsável porque percebemos um clima de desresponsabilização completa.

Cria-se um modelo concursal, negociado com os parceiros so-ciais e com algumas regras eventualmente conducentes a práticas menos claras, para no momento seguinte solicitar ao mercado das novas tecnologias a construção de um programa que contemple estas e outras nuances.

Contudo, os decisores deveriam saber que as novas tecnologias são meramente instrumentais. Não chega construir um modelo, ou programa, tem de se perceber o que está na base, tem de se ter um conhecimento efectivo das situações.

O momento doloroso e dramático vivido por tantos professores deveria obrigar a um outro tipo de resposta.

Não chega dizer que algo não correu bem; é necessário dizer porque correu mal.
A culpa não deve, não pode, ficar mais uma vez solteira.




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