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Será uso e abuso?

A mobilidade é essencial para o crescimento das sociedades. De pessoas, bens ou informação, a possibilidade de viajar entre locais mais ou menos distantes é um direito adquirido pela necessidade de contacto entre as pessoas.

N/D
23 Set 2004

Na cidade de Braga, os pontos de entrada e saída de passageiros do sistema de transportes públicos foram “tomados de assalto” por pessoas que pouco ou nenhum respeito têm pelas necessidades dos outros.

Diferentes dos que têm como único meio para se fazerem deslocar de um lugar para outro, os automobilistas da cidade de Braga e os que apenas por ela passam usam e abusam das paragens de autocarro como lugares de estacionamento, dificultando o acesso das pes-soas ao transporte público.

Por certo qualquer utilizador dos transportes públicos sem dificuldades na mobilidade conseguirá ultrapassar os veículos estacionados nas paragens de autocarro para entrar no transporte público. Em dias chuvosos é provável que fique bastante molhado, pois é obrigado a percorrer alguma distância entre os abrigos e o transporte público.

Mas quem tem mais dificuldades na mobilidade – idosos, adultos com crianças a seu cuidado, deficientes (cegos, etc.) – é obrigado a ficar confinado em casa por alguns não lhes permitirem a mobilidade a que têm direito na utilização do sistema de transportes públicos de Braga, que também deles é um pouco.

De uma dezena de anos à data, observando dia-riamente o comportamento das pessoas, as dificuldades parecem estar para durar pois nem mesmo as entidades reguladoras do trânsito na cidade de Braga (Polícia de Segurança Pública e Polícia Municipal) parecem ter vontade de, no mínimo, actuar de uma forma pedagógica para que o respeito pelas regras de trânsito se faça cumprir.

As entidades reguladoras do trânsito na cidade de Braga, muitas vezes privadas de meios, provavelmente não podem ter a acção fiscalizadora e, quando necessária, punitiva das situações recorrentes de atropelo ao bem-estar de pessoas na utilização de um bem público.

Não é a elas que cabe a responsabilidade de educar, mas sim às escolas e às pessoas, pois é com relativa facilidade que todos os dias encontramos pessoas (automobilistas) mal formados. Mas podem dar uma ajuda, esforçando-se para moralizar, e punir se necessário, um pouco o que tem faltado nesta cidade de Braga.

[…] Preocupados ficamos por saber que o esforço de investimento da Câmara Municipal de Braga muito lentamente tem efeito porque “meninos” mal formados teimam em privar os outros de melhorias significativas na mobilidade das pessoas. Preocupados também pelo olhar displicente com que algumas vezes observamos nas entidades reguladoras do trânsito na cidade de Braga quando constatam dificuldades nos acessos mas não têm nenhuma acção em concreto.

Agradece-se o esforço da edilidade e dos munícipes na tentativa diária de melhorar e possibilitar as deslocações para quem o único meio é o transporte público, ruas e passeios desta cidade de Braga. Aos automobilistas, apenas o cumprimento das regras de trânsito.

Agradecendo a vossa atenção e cuidado.




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