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A acção dos políticos ao serviço da política partidária

No plano teórico todos desejamos que a política esteja ao serviço da Nação para a tornar cada vez mais rica em seus valores reais e, consequentemente, mais eficientemente activa. Isto é o que se pensa, em plena teoria, mas que se olvida ao assumir a responsabilidade da acção.

N/D
22 Set 2004

Há partidos que olvidam os seus deveres neste plano essencial ao êxito da acção séria, objectiva e eficiente. O partido surge a sobrepor-se a essa realidade, a qual expressa bem a deficiência da nobre intenção de fazer política.
Certamente que ninguém olvidaria a lição da política britânica na última Guerra Mundial, em que o partido do Governo se aliou ao mais importante partido da Oposição para salvar o país da guerra e suas consequências.

Neste período grave, sobretudo no plano económico, em que se recorre à política, os partidos vencedores nas eleições, mas sem maioria que lhe permita governar, procuram esta realidade na aliança com outros partidos.

Este facto, evidentemente, vai forçar conversas oficiais políticas, a estudar o encontro de programas eleitorais que dêem luz, esperança e capacidade de acção na governação.

Tudo isto expressa uma realidade política: os governos devem ter programas objectivos que favoreçam o entendimento político e expressem o sentido real do respeito ao País e aos seus legítimos interesses.

Entre nós, só Cavaco Silva é que teve o cuidado e a oportunidade de apresentar aos portugueses programas objectivos e viáveis de acção. E cumpriu e projectou no estrangeiro essa novidade que foi registada no plano internacional.

Cavaco Silva não se envaideceu nem cantou vitória. Lembrou os factos e deixou aos portugueses a liberdade de agir em torno das mesmas realidades.

Há, porém, entre nós, uma aversão política visível e efectivada pelas esquerdas contra os demais partidos, quando estes não se aproximam ou não favorecem as visões políticas dos demais.

Assim procedeu o Partido Socialista, o qual, desde essa hora tem passado por um conjunto de contrariedades internas que se exibem, até, em entrevistas de socialistas na imprensa nacional.

Há, até, partidos da “esquerda” que, na linguagem, em plano internacional, até olvidam o lugar que devem dar ao seu País e à sua política. Há quem nas votações no Parlamento Europeu dê primazia à política partidária e não à política nacional.

Bem sabemos que a política hoje, em Portugal e noutros países, dá primazia aos interesses partidários e não aos nacionais.

Curioso que este facto tem sido ultimamente registado na imprensa em relação ao Parlamento.

Curioso registar-se que na vizinha Espanha se está a passar, e sendo governo, coisa parecida com os socialistas, os quais não têm respeitado nem sequer os factos políticos que se relacionam com a religião. Isto aconteceu não há muito em Santiago de Compostela numa cerimónia religiosa onde se realizou a festa nacional de Espanha, onde estavam os Reis e o presidente do Governo, José Luís Rodrigues Zapatero.

O Arcebispo de Santiago de Compostela, na homilia, abordou o problema e criticou a política anti-religiosa.

Curioso registar que o presidente do Governo de Espanha apressou-se a ir visitar o Santo Padre, no Vaticano.

O Santo Padre, na audiência, foi claro sobre o que se impõe do político a respeito da religião.

Pelo que vemos, Zapatero não ouviu as palavras do Papa, pois, se as tivesse ouvido, não procedia como está a proceder. Isto traz-nos uma realidade: os políticos não compreendem os seus deveres, mormente quando são deveres religiosos.

Neste momento, e na Europa tradicionalmente cristã, assistimos a reacções anti-religiosas, que ferem a tradição histórica e os direitos da liberdade religiosa.

Impõe-se uma formação séria em todos os cidadãos, que respeite a realidade histórica e os direitos à prática religiosa.




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