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“Ano da Eucaristia”

O sacrifício que João Paulo II faz de não ir ao México,vai, com certeza, produzir muitos frutos.

N/D
18 Set 2004

De 10 a 17 de Outubro próximos realiza-se em Guadalajara (México) o Congresso Eucarístico Internacional, que terminará com a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se celebrará no Vaticano de 2 a 29 de Outubro de 2005 e cujo tema será “A Eucaristia fonte e cume da vida e da missão da Igreja”.

O Santo Padre dentro deste contexto declarou que na Igreja Católica seja celebrado de Outubro de 2004 a Outubro de 2005 o “Ano da Eucaristia”.

O anúncio foi feito durante a celebração eucarística a que o Santo Padre presidiu na Basílica de Latrão na solenidade do Corpo de Deus a 10 de Junho deste ano. Na altura disse: «Contemplando de maneira mais assídua o rosto do Verbo Encarnado, realmente presente no Sacramento, poderão praticar a arte da oração e comprometer-se neste grau da vida cristã (a santidade), que é condição indispensável para desenvolver de maneira eficaz a nova evangelização».

Comentando as palavras de São Paulo aos Coríntios – Cada vez que comeis este pão e bebeis este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha -, o Santo Padre disse, na homilia da Missa, que quem participa na ceia do Senhor «se une ao mistério da sua morte, mais, converte-se em arauto.

Dá-se, portanto, uma íntima relação entre “celebrar a Eucaristia” e anunciar Cristo. Entrar em comunhão com Ele, no memorial da Páscoa, significa ao mesmo tempo, converter-se em missionário do acontecimento que ac-tualiza o rito: num certo sentido, significa fazê-lo contemporâneo a todos os tempos, até que o Senhor regresse».

Antes de rezar o Angelus no domingo a seguir à Solenidade do Corpo de Deus, João Paulo II fez questão de sublinhar: «O “Ano da Eucaristia” acontece no contexto do projecto pastoral que apresentei na Carta apostólica Novo Millennio ineunte, na qual convidei os fiéis a “recomeçar a partir de Cristo”».

Nesse mesmo dia, depois da Missa, o Santo Padre presidiu à procissão eucarística que percorreu a Via Merulana até à Basílica de Santa Maria Maior. O Santíssimo Sacramento foi transportado num veículo coberto no qual seguia também o Papa e foi acompanhado por milhares de pessoas.

Como é do domínio público o Santo Padre está muito débil e a sua saúde é pouca. Assim, convidado para ir ao México para estar presente no Congresso Eucarístico Internacional, viu-se forçado, com grande sacrifício, a declinar o convite. Isso devia ter-lhe custado um enorme sacrifício, mas penso que tal irá contribuir para que os frutos, quer do Congresso Eucarístico, quer da Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, quer do “Ano da Eucaristia”, sejam abundantes para o aumento da fé do povo cristão. O Senhor saberá aproveitar o sacrifício do Santo Padre para derramar as Suas graças.

A este propósito conto o seguinte facto verídico. Um senhor estava a morrer e não queria
confessar-se. O sacerdote que lhe falou sobre essa possibilidade foi mal acolhido, e nada mais podendo fazer, retirou-se. Ao chegar a casa depois do jantar, pensou: eu costumo tomar um café que muito aprecio; hoje vou renunciar a esse gosto em favor das disposições do senhor que, à beira da morte, recusa confessar-se. Assim fez.

Ainda não tinha acabado de tomar esta resolução quando tocam à porta; era um enviado do doente pedindo ao padre para ir falar com ele. O sacerdote foi imediatamente e o doente, depois de pedir desculpa pela maneira pouco cortês como o tinha tratado, pediu para se confessar. Assim, uma pequena renúncia – um simples café – removeu aquela alma que assim morreu em paz. O sacrifício que João Paulo II faz de não ir ao México, vai, com certeza, produzir muitos frutos, para as almas dos que andam «como ovelhas sem pastor» (cfr. Mt 9, 36).




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