Fotografia:
Outro ponto de vista…

A prestação do Senhor Ministro da Finanças foi uma lição clara de como se deve governar

N/D
17 Set 2004

Depois de uma ausência prolongada de novo o contacto com os leitores do Diário do Minho, através da publicação desta crónica que pretende ser, ou pelo menos tenta provocar um “outro ponto de vista”.
Escolho hoje como motivo de reflexão a análise de alguns momentos que configuram uma clara manipulação, uns com aspectos positivos, e outros, negativos.

Durante as minhas férias tive o prazer de assistir a umas festas populares em honra de um Santo, o São Bartolomeu, em terras de Basto.

Por essa altura, na mesma zona, realizou-se o Campeonato do Mundo de Pesca para Senhoras em que Portugal se sagrou campeão.

A minha perplexidade acontece porque não vi, não li, nem ouvi em nenhum órgão de comunicação social de âmbito nacional qualquer referência a esta importante iniciativa que decorreu em Cabeceiras de Basto.

A festa, reconheço, não deveria ter tido amplificação! Mas um Campeonato do Mundo?

E que foi ganho por Portugal!

Não! Algo vai mal neste nosso rectângulo à beira-mar plantado.

Importante, fazem-nos crer os opinadores a soldo, é a viagem de uma traineira com um contentor e meia dúzia de agitadores.

Manipulação clara é verificarmos que um pequeno grupúsculo, sem representatividade significativa, ter tanto tempo de antena. São directos, são comentários, são entrevistas, enfim, tudo serve para colocar os “modernos mestres pensadores” a opinar sobre tudo e sobre coisa nenhuma.

Seria preferível para todos nós que se amplificasse o que de melhor Portugal tem e faz. Festas populares com uma componente lúdico-cultural e uma capacidade de organização e realização, a todos os níveis, brilhante.

Eu assisti, eu sou testemunha desta capacidade. Eu estive em Cabeceiras de Basto.

Se a manipulação encontra ilustração nestes exemplos o seu lado negativo, já a prestação do Senhor Ministro das Finanças foi uma lição clara de como se deve governar.

Explicou ao País a realidade da construção de um orçamento, não se perdeu com termos técnicos, herméticos e complicados, limitando-se a demonstrar o que todos deveríamos saber. Não podemos gastar mais do que produzimos, não existem coisas gratuitas e a realidade do País não se compadece com malabarismos de alguns, que todos os dias nos provam que são intelectualmente desonestos.

De forma séria, disse o óbvio. Isto não é manipulação, é pedagogia ao serviço da política, ao serviço do País.




Notícias relacionadas


Scroll Up