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Informação objectiva e oportuna

Em democracia afirma-se que esta tem como função nobre e excelente melhorar a vida dos cidadãos, dignificar o trabalho, construir uma sociedade humana com efeitos relevantes na alteração e modificação do que encerra valorizações pessoais em desfavor da valorização da sociedade e, consequentemente, daqueles que a servem ou dizem servir

N/D
15 Set 2004

Os políticos nem sempre são claros e, portanto, objectivos quando se dirigem ao público ou quando informam sobre os problemas correntes no sector.
Uns preferem o silêncio, outros preferem a deturpação, e há os que, na crítica, preferem, a seu modo e de acordo com os seus programas, as oportunidades de enaltecer o grupo político.

A isto, pelo lado da “esquerda”, estamos a assistir, desde há muito em Portugal, mormente quando os partidos preferem o poder e manter-se nele ao correr do tempo.

E esta maneira de agir pode verificar-se facilmente se a governação de alguns partidos e na oposição, quando esta, sobretudo, não depara com possibilidades de ocupar o lugar cimeiro.

Entre nós, o Partido Social Democrata, na Madeira, tem sido exemplar com Alberto João Jardim na presidência do Governo Regional, onde se mantém democraticamente com o voto popular há anos e onde tem procurado ser objectivo, claro e sacrificado no seu cargo.

Há tempos bem recentes fez declarações muito oportunas que não vimos referidas na imprensa. Aliás, já se escreveu na mesma imprensa que a política deve ser da “esquerda”, na governação.

João Jardim não receia os políticos sejam nacionais sejam locais e tem uma formação condizente com o cargo que desempenha e os verdadeiros interesses da população.
Jardim usa uma linguagem objectiva, expressiva e facilmente compreensiva por aqueles que o ouvem e vivem na ilha.

Desejamos arquivar algumas das suas afirmações feitas numa festa. Ei-las:

– «O povo deixou de ter diferenças. Quando aqui cheguei a habitação era uma chaga social. Hoje não há bairros de lata e as estradas que construímos são hoje fundamentais no dia a dia da população»;

– «Havia um médico para três concelhos, na costa Norte. Hoje, cada freguesia tem o seu médico e o seu centro de saúde»;

– «Cada concelho tem uma escola de ensino secundário e criou-se a Universidade da Madeira»;

– «O desemprego no Continente é de 7 por cento; na Madeira é de 2,8 por cento».
Desejamos acrescentar a estas informações duas afirmações nobres, altivas, de um carácter bem formado e responsável. São estas: «No meio rural vive-se tal qual como na cidade»; e «eu trabalho para os pobres e não para os ricos».

Em democracia afirma-se que esta tem como função nobre e excelente melhorar a vida dos cidadãos, dignificar o trabalho, construir uma sociedade humana com efeitos relevantes na alteração e modificação do que encerra valorizações pessoais em desfavor da valorização da sociedade e, consequentemente, daqueles que a servem ou dizem servir.

Isto implica a visão clara, objectiva, responsável da pessoa humana e não a preferência dos políticos pelos seus apoiantes com indiferença para com os que não militam no seu partido.

São de registar estas belas realidades que João Jardim levou à Madeira e que a enobreceram no plano humano, social e político.

Convém não olvidar que a linguagem política nem sempre é estruturada num bom conceito de uma boa acção, que envolva a melhoria da vida de todos os cidadãos.

Os interesses partidários, a má formação intelectual e o conceito de que o poder é para servir os que o detêm ainda domina muitos políticos que preferem os seus interesses e métodos de acção à colaboração objectiva, consciente e responsável de quantos são incumbidos desse nobre dever, seja por decisão partidária seja por preferência individual.

João Jardim chamou a atenção para uma realidade frequentemente existente na política: «um dia não quero ouvir os meus netos a criticarem-me por não saber aproveitar os dinheiros de graça da União Europeia».




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