Fotografia:
Nótulas soltas da minha agenda

Esta situação é má para os alunos. Bem pior para os professores, de quem poucos se lembram! São pessoas que dão o melhor de si e de quem depende o futuro dos cidadãos hoje crianças e jovens. Seria bom não esquecer isto!

N/D
13 Set 2004

1 O “Barco do Aborto” continua a gerar à sua volta a polémica. E continua a ser uma afronta aos portugueses, tidos por Rebecca e companhia como um povo primitivo, selvagem e… tiranos para com as “pobres mulheres”.
Espero vivamente ver Rebecca e companhia em Marrocos, na Arábia Saudita, no Paquistão, etc., apoiando as mulheres que não querem ser excisadas, querem casar com quem entendem, querem aprender a ler e a escrever, querem exercer uma profissão, querem conduzir um simples carro, querem beber uma cerveja… holandesa!…

Aquelas criaturas, Rebecca e companhia, que vão passear para mares mais quentes e acolhedores como os que confrontam com homens meigos e atenciosos, respeitadores das mulheres. Lá façam as ondas de solidariedade que quiserem. Depois digam como foi o seu acolhimento!

2. O escândalo verdadeiro que se vive em Portugal há meses tem a ver tão simplesmente com a colocação de dezenas de milhar de professores. Uma vergonha! Uma situação imoral! Quando é que os docentes, que esperam colocação, saberão para onde vão? E há meses em angústia: será que serei colocado? Será que ficarei longe da família, se for colocado? Como vai ser com os meus filhos?

Esta situação é má para os alunos. Bem pior para os professores, de quem poucos se lembram! São pessoas que dão o melhor de si e de quem depende o futuro dos cidadãos hoje crianças e jovens. Seria bom não esquecer isto!

3. Fiquei um pouco (!) atónito, ao ouvir o noticiário da RTP1, dia 7, às 20h00. Muito. E ponho em dúvida se ouvi bem. Espero que tenha baralhado a notícia. Qual? Na Basílica da Estrela (creio que continua a ser um templo católico, consagrado ao Sagrado Coração de Jesus) iria ocorrer uma cerimónia maçónica de homenagem ao Juiz Luís Nunes de Almeida, à porta fechada, e que no dia seguinte iria ser celebrada outra eucaristia. Juro que não entendi nada da notícia! Provavelmente estarei a ficar senil.

4. Beslan, na Ossétia, cidade e república que nem sei situar bem no mapa, vai ficar, para sempre, na minha memória como uma vergonha para a humanidade.

5. Ainda o insulto feito a Portugal pelo “Barco do Aborto”. Ao despudor junta-se a informação errada. Chantagem inadmissível. Li no “Público” de 10 do corrente, na primeira página: «Medicamento para abortar causa graves lesões nas mães e nos bebés». Pois é esse medicamento que foi publicitado gratuitamente e irresponsavelmente. Trata-se, a meu ver e salvo melhor opinião, de um incitamento ao crime. É inadmissível! Além de promover o aborto, promovendo-o de forma indecente: matar um bebé e/ou provocar lesões nas mães ou nos bebés se os não matar!
Por isso, apoio a Associação Maternidade e Vida.

6. Em estudante, passei muitas vezes – quase todos os dias – junto à Sinagoga de Lisboa. Habituei-me a ver ali um local sagrado e merecedor de respeito. Fiquei contente ao saber que foi restaurado, com a dignidade que aquele espaço merece e ver que à cerimónia assistiram, em sinal de respeito, representantes de outras religiões.




Notícias relacionadas


Scroll Up