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As reuniões e as estratégias

É chegado o momento de lhe dizermos o que queremos, como queremos e do que necessitamos. Estamos ansiosos por ver aparecer nos jornais locais as opiniões dos que costumam ter opinião fundamentada para tudo

N/D
13 Set 2004

As reuniões levadas a cabo pelo presidente da Câmara de Braga com os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho levantaram, como seria de esperar, uma onda de comentários. Somos dos que pensamos que o Eng. Mesquita Machado já não precisa destas “habilidades” para ser reeleito.

A bondade das suas reuniões, isto é, ajudar o autarca a fazer melhor orçamento camarário, é tão coxa de verdade como ágil de propósitos; o actual edil de Braga, há tantos anos no comando da autarquia, conhece de cor e salteado o seu concelho para precisar, agora, de elencar as necessidades de cada uma, e muito menos de conhecer, ao pormenor, as aspirações de cada freguesia. Julgamos que até conhece as necessidades de cada lugar, quanto mais de cada freguesia.

Mas que fica a sondar e a resolver uma que outra resistência, um que outro pormenor de descontentamento local, um que outro potencial desvio de fidelidade, lá isso fica e, depois, tenta encontrar as melhores soluções para a satisfação, disso não temos a menor dúvida. Estamos em presença de alguém que sabe muito bem o que faz e no tempo em que é preciso fazer; de alguém que é mestre em jogadas de antecipação e que faz da política do seu concelho uma ciência cirúrgica.

Esta estratégia ninguém lhe pode levar a mal e até resulta em benefício de algumas situações pontuais. Um operador de bisturi em punho. A oposição não tem como combater esta dinâmica. Primeiro, porque falta-lhe uma ocupação de exclusividade política para poder organizar-se no sentido de fazer atempadamente as suas incursões no terreno. Poderemos dizer que estão a jogar profissionais contra amadores.

Segundo, porque o presidente Mesquita Machado tem a vantagem de quem conhece os dossiês e, por isso, possui todos os trunfos na mão. Terceiro, porque sabe das disponibilidades financeiras de que dispõe, do pessoal que pode empregar, logo, sabe até onde pode ir com o seu compromisso.

Assim é fácil para um e difícil para os outros. O que a oposição vier a fazer depois do que Mesquita Machado já fez no terreno, vai parecer cópia e prato requentado. O apelo feito no sentido duma participação aberta de todos os cidadãos para a elaboração do orçamento camarário coloca a todos os munícipes um desafio que, julgo, não pode ser desperdiçado em meras e circunstanciais conversas de café. É chegado o momento de lhe dizermos o que queremos, como queremos e do que necessitamos.

Estamos ansiosos por ver aparecer nos jornais locais as opiniões dos que costumam ter opinião fundamentada para tudo. A crítica pela crítica, a crítica do bota abaixo não servirá a ninguém. Mas dizer, por exemplo, que Braga necessita de pistas para trânsito de bicicletas, de corredores para transportes públicos, de transporte combinado da estação do caminho de ferro para dentro da cidade, dum adequado aproveitamento do Parque da Ponte, da deslocação da central de camionagem para sítio fora da cidade e o respectivo transbordo para a cidade, torna-se uma ajuda para que o edil possa reflectir sobre as possibilidades de viabilização.

Estas obras custam dinheiro? Pois precisamente por isso é que se torna necessário incluí-las no novo orçamento camarário. Vamos construir todos juntos porque para destruir basta meia dúzia. É a nossa cidade que ganhará com o empenho e será esta mesma cidade que perderá com a indiferença.

Há tanta coisa para lembrar: as Sete Fontes, o rio Este, o parque do Bom Jesus, a urbanização envolvente do novo estádio, o aproveitamento do velho Estádio 1.° de Maio, os espaços verdes, os parques de lazer, etc. etc. Acordem enquanto parece haver alguém disposto a ouvir-nos. Este é um dever de cidadania. Por isso, exerçam-no com afinco.




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